domingo, 20 de agosto de 2023

O que é o MEG (Modelo de Excelência da Gestão)

Um MEG é uma referência de excelência que engloba os principais fundamentos e temas relacionados à gestão, oferecendo uma visão holística e abrangente. Seu propósito é fornecer um guia para as organizações, permitindo que elas alinhem, integrem e direcionem suas ações de forma estratégica e eficiente.

O modelo é composto por oito Fundamentos da Excelência, que representam os pilares essenciais para o sucesso da gestão organizacional. Esses fundamentos são: Pensamento Sistêmico, Aprendizado Organizacional e Inovação, Liderança Transformadora, Compromisso com as Partes Interessadas, Adaptabilidade, Desenvolvimento Sustentável, Orientação por Processos e Geração de Valor.

Cada um desses fundamentos desdobra-se em temas específicos, que abrangem as principais áreas de atuação da gestão. Esses temas, por sua vez, são apoiados por processos e ferramentas adequadas, que permitem a implementação prática das diretrizes propostas pelo modelo.

A adoção de um MEG traz uma série de benefícios para as organizações. Entre eles, destacam-se o aumento da competitividade e sustentabilidade a longo prazo, a promoção do aprendizado organizacional, a melhoria da compreensão das demandas das partes interessadas, a mensuração objetiva dos resultados do negócio, o desenvolvimento da visão sistêmica dos gestores, o estímulo ao comprometimento e cooperação entre as pessoas, a incorporação de uma cultura de excelência e a melhoria da comunicação gerencial.

Ao longo dos anos, o MEG tem sido aprimorado e atualizado. O modelo é constantemente revisado para acompanhar as mudanças e desafios do cenário empresarial, garantindo sua relevância e aplicabilidade.

O MEG é reconhecido como um dos principais modelos de gestão do Brasil e é utilizado por organizações de diversos setores e tamanhos. Sua abordagem flexível e adaptável permite que seja implementado em qualquer tipo de organização, respeitando sua cultura e características específicas.

O Tangram, é um quebra-cabeça chinês de sete peças usado para representar o MEG, sua flexibilidade a adaptação ao PDCL.


Modelo de Excelência da Gestão - MEG Tangram

Ao optar por utilizar um modelo de excelência como referência para desenvolver e aprimorar a gestão, é fundamental que a organização faça as adatações necessárias para construir seu próprio modelo de gestão de forma eficaz. A representação gráfica, presente na figura, descreve um modelo de relacionamento entre a organização, considerada como um sistema adaptável capaz de gerar produtos e informações, e seu ambiente organizacional e tecnológico, bem como o ambiente externo em si.

Essa figura é uma representação visual que ilustra a complexa interação entre a organização e os diferentes aspectos do seu ambiente. Ela simboliza a importância de compreender e considerar as influências e interdependências existentes na relação entre a organização e seu contexto externo.

Dentro do ambiente organizacional e tecnológico, a organização opera e desenvolve suas atividades, utilizando recursos, processos e tecnologias específicas. Esses elementos internos são fundamentais para a produção de bens e serviços, bem como para a geração de informações relevantes para a gestão da organização.

Além disso, o MEG destaca a relação da organização com o ambiente externo, que engloba fatores como o mercado, os concorrentes, as demandas dos clientes, as mudanças sociais, econômicas e políticas, entre outros. Esses elementos externos influenciam diretamente as atividades e o desempenho da organização, exigindo que ela esteja atenta e seja capaz de se adaptar a essas demandas e mudanças.

Portanto, o tangram do MEG representa a importância de compreender e gerenciar as interações e relações entre a organização e seu ambiente, tanto interno quanto externo. Essa compreensão possibilita à organização identificar oportunidades, antecipar desafios e tomar decisões estratégicas mais embasadas, visando alcançar a excelência em sua gestão e atingir os objetivos propostos. 

Características

O Modelo (MEG) promove o alinhamento, a integração, o compartilhamento e a orientação em toda a organização, o que possibilita um desempenho excepcional na cadeia de valor e gera resultados para todos os stakeholders do negócio. Ao implementar o MEG, os diversos componentes da empresa, assim como os stakeholders, interagem de maneira coerente no desenvolvimento de estratégias e resultados, gerando uma abordagem de gestão integrada e interdependente.

O MEG possui uma abordagem sistêmica baseada no conceito de aprendizado e desenvolvimento contínuos. Sua operação é influenciada pelo ciclo PDCL (Plan, Do, Check, Learn - Planejar, Fazer, Verificar, Aprender), que estimula a busca por melhorias constantes e aprimoramento dos processos organizacionais.

É importante ressaltar que o MEG não é um guia de uso prescritivo. Ele é considerado um modelo de aprendizado e referência, que oferece direcionamentos e propõe questionamentos para estimular a reflexão sobre a gestão e a adequação das práticas às exigências de uma empresa de classe mundial. Essa abordagem flexível permite que as organizações adaptem suas práticas de gestão de acordo com os ideais de excelência, mantendo a cultura já estabelecida.

A abordagem do MEG enfatiza o estímulo à empresa para obter respostas por meio da aplicação de métodos de gestão adequados. O objetivo final é produzir resultados que tornem a empresa mais competitiva, sustentável e capaz de enfrentar os desafios do mercado atual. Ao adotar o MEG, as organizações têm a oportunidade de impulsionar seu desempenho, aprimorar seus processos e fortalecer seu posicionamento estratégico, buscando constantemente a excelência em sua gestão. 

Benefícios

O Modelo de Excelência (MEG) é adaptável para atender às necessidades de qualquer tipo de empresa, o que gera uma série de benefícios significativos. A utilização desse modelo promove a competitividade e a sustentabilidade a longo prazo, permitindo que a organização se destaque no mercado e se mantenha em um patamar de excelência. Ao seguir os fundamentos e direcionamentos do MEG, a empresa é incentivada a adotar práticas de gestão que visam o crescimento contínuo, a inovação e a busca por melhorias constantes. Isso contribui para a sua competitividade, permitindo que ela se adapte rapidamente às demandas do mercado e se mantenha sustentável ao longo do tempo.

Outro benefício importante do MEG é a sua capacidade de fornecer referências úteis para a gestão das organizações. O modelo oferece direcionamentos e orientações embasadas nas melhores práticas de gestão, auxiliando as empresas a estabelecerem estratégias eficazes, implementarem processos eficientes e alcançarem resultados superiores. Ao utilizar o MEG como referência, a organização tem acesso a um conjunto de conhecimentos consolidados, que servem como base para a tomada de decisões assertivas e para o aprimoramento de suas práticas gerenciais. Isso resulta em uma gestão mais eficaz, capaz de enfrentar os desafios do mercado de forma proativa e de obter resultados consistentes.

Além disso, o MEG estimula a aprendizagem em toda a organização, o que é essencial para o crescimento e o desenvolvimento contínuo. Ao adotar os fundamentos e conceitos do MEG, a empresa cria um ambiente propício à troca de conhecimentos, ao compartilhamento de boas práticas e ao estímulo à inovação. Isso permite que os colaboradores se atualizem constantemente, adquiram novas habilidades e competências e se tornem agentes de mudança dentro da organização. A aprendizagem organizacional é fundamental para o aprimoramento dos processos, a identificação de oportunidades de melhoria e a capacidade de adaptação às mudanças do ambiente de negócios.

A implementação do MEG também facilita uma análise abrangente e melhoria da gestão. O modelo fornece um conjunto de critérios e indicadores que permitem avaliar objetivamente o desempenho da empresa em diferentes áreas, como liderança, estratégia, clientes, processos e resultados. Isso possibilita a identificação de pontos fortes e oportunidades de melhoria, o que orienta a empresa na definição de ações para aprimorar sua gestão. A análise abrangente oferecida pelo MEG permite que a empresa tenha uma visão global do seu desempenho e direcione seus esforços de forma estratégica para alcançar os melhores resultados possíveis.

Em suma, o MEG gera benefícios significativos para as organizações, promovendo competitividade, sustentabilidade, aprendizagem, análise e melhoria da gestão. Ao adotar esse modelo como referência, a empresa se posiciona de forma estratégica no mercado, busca a excelência em suas práticas gerenciais e cria uma cultura de colaboração

Principais ganhos ao implementar um modelo de excelência na gestão

Promove a competitividade e a sustentabilidade a longo prazo

Ao adotar as práticas e os fundamentos do MEG, as empresas são incentivadas a buscar constantemente a excelência em sua gestão, o que as torna mais competitivas no mercado. Através da implementação de estratégias eficazes, processos eficientes e um foco contínuo na inovação e melhoria, as empresas conseguem se diferenciar dos concorrentes, conquistar novos clientes e expandir sua participação no mercado. Além disso, o MEG também enfatiza a importância da sustentabilidade, encorajando as organizações a considerarem os aspectos econômicos, sociais e ambientais em suas práticas de gestão. Dessa forma, as empresas podem desenvolver uma vantagem competitiva sustentável, garantindo seu sucesso a longo prazo e contribuindo para um futuro mais sustentável.

Contém referências úteis para a gestão das organizações

Ao utilizar o MEG como referência, as empresas têm acesso a um conjunto de conhecimentos e melhores práticas consolidadas que podem ser aplicadas em sua gestão. O modelo oferece direcionamentos e orientações baseados em experiências bem-sucedidas de outras organizações, permitindo que as empresas adotem abordagens eficazes para o desenvolvimento de estratégias, o gerenciamento de processos, a gestão de pessoas, a melhoria contínua e outros aspectos-chave da gestão empresarial. Além disso, o MEG também fornece indicadores e critérios de avaliação que permitem às empresas mensurar seu desempenho e identificar oportunidades de melhoria. Dessa forma, as organizações podem utilizar as referências do MEG como um guia confiável para aprimorar sua gestão e alcançar resultados superiores.

Estimula a aprendizagem em toda a organização

Com a adoção do MEG como referência, as empresas são incentivadas a promover um ambiente de aprendizagem contínua, onde os colaboradores são encorajados a adquirir novos conhecimentos, habilidades e competências. O modelo valoriza a busca pelo aprendizado, o compartilhamento de boas práticas e a disseminação do conhecimento em todos os níveis da organização. Por meio de programas de capacitação, treinamentos, mentorias e incentivos à inovação, o MEG fomenta o desenvolvimento e aprimoramento das competências individuais e coletivas dos colaboradores. Isso resulta em uma equipe mais capacitada, atualizada e engajada, capaz de enfrentar desafios, propor soluções inovadoras e contribuir para a melhoria contínua dos processos e resultados da organização. Em última análise, a estimulação da aprendizagem em toda a organização impulsiona o crescimento e a evolução do negócio, tornando-o mais adaptável, resiliente e preparado para enfrentar as demandas do mercado e do ambiente empresarial em constante transformação.

Facilita uma análise abrangente e melhoria da gestão

Através dos fundamentos, temas e processos do MEG, as organizações são guiadas a avaliar sistematicamente sua gestão em diversos aspectos. O modelo fornece critérios e indicadores de desempenho que permitem às empresas analisarem de forma objetiva e abrangente suas práticas, identificando pontos fortes e oportunidades de melhoria. Ao realizar essa análise, as organizações são capazes de identificar áreas que precisam ser aprimoradas, seja na definição de estratégias, na gestão de processos, no desenvolvimento de pessoas ou em outras dimensões da gestão. Com base nessa avaliação, é possível estabelecer planos de ação e implementar melhorias contínuas, visando alcançar níveis superiores de desempenho e eficiência. Dessa forma, o MEG atua como uma ferramenta poderosa para impulsionar a melhoria da gestão, permitindo que as organizações identifiquem e implementem as mudanças necessárias para obter resultados cada vez melhores.

Aprimora a compreensão dos objetivos perseguidos pelas diversas partes interessadas

O MEG estimula as organizações a identificar e compreender as necessidades e expectativas de seus clientes, colaboradores, acionistas, fornecedores e demais partes interessadas. O modelo promove a adoção de uma abordagem voltada para o entendimento das demandas e anseios dessas partes interessadas, permitindo que as empresas alinhem suas estratégias e ações de acordo com tais expectativas. Por meio do MEG, as organizações são encorajadas a estabelecer canais de comunicação eficazes e a realizar um diálogo constante com suas partes interessadas, a fim de garantir que suas necessidades sejam consideradas e atendidas. Isso contribui para a construção de relacionamentos mais sólidos e duradouros com as partes interessadas, fortalecendo a confiança e o comprometimento mútuo. Ao compreender melhor os objetivos perseguidos por cada uma dessas partes interessadas, as empresas podem tomar decisões mais informadas, direcionar seus esforços de forma mais eficiente e promover um desempenho empresarial que agregue valor a todas as partes envolvidas.

Permite uma avaliação objetiva do desempenho da empresa

Através dos critérios e indicadores estabelecidos pelo MEG, as organizações são capazes de mensurar e analisar de forma precisa e imparcial o seu desempenho em diferentes áreas e dimensões da gestão. Essa avaliação objetiva possibilita uma visão clara dos pontos fortes e das oportunidades de melhoria da empresa, permitindo identificar as áreas que estão alcançando resultados satisfatórios e aquelas que precisam ser aprimoradas. Com base nessa avaliação, as organizações podem estabelecer metas e planos de ação para impulsionar a melhoria contínua e alcançar níveis superiores de desempenho. Além disso, a avaliação objetiva proporcionada pelo MEG também permite comparar o desempenho da empresa com padrões de referência, benchmarks e melhores práticas do mercado, auxiliando na identificação de oportunidades de aprendizado e inovação. Dessa forma, o MEG se torna uma ferramenta poderosa para a empresa avaliar sua performance de maneira precisa e embasar suas decisões estratégicas, contribuindo para a busca pela excelência e o alcance de resultados cada vez melhores.

Facilita o desenvolvimento de uma visão sistêmica pelos executivos

A utilização de um modelo, faz com que os líderes e gestores sejam incentivados a compreender a organização como um sistema complexo, no qual todas as partes estão interconectadas e influenciam umas às outras. O modelo proporciona uma abordagem holística, que considera as interdependências entre os diferentes processos, departamentos e áreas da empresa, bem como o impacto das ações da organização no ambiente externo. Isso ajuda os executivos a enxergar além de suas responsabilidades individuais e a compreender o funcionamento global da organização. Com uma visão sistêmica, os líderes são capazes de tomar decisões mais informadas e alinhadas com os objetivos estratégicos da empresa, considerando o impacto em todas as partes envolvidas. Além disso, essa visão ampla também permite identificar sinergias e oportunidades de melhoria em diferentes áreas, promovendo uma gestão integrada e eficiente. Dessa forma, o MEG contribui para o desenvolvimento de uma perspectiva mais abrangente e sistêmica nos líderes, capacitando-os a liderar a organização de forma mais eficaz e orientada para resultados consistentes e sustentáveis.

Estimula o comprometimento e a cooperação das pessoas

As organizações são incentivadas a promover um ambiente de trabalho colaborativo e engajado, no qual todos os colaboradores se sintam parte fundamental do processo de gestão e contribuam ativamente para o alcance dos objetivos organizacionais. O modelo valoriza a participação e o envolvimento de todos os níveis hierárquicos, desde a alta liderança até os colaboradores da linha de frente. Por meio da comunicação clara, do estabelecimento de metas desafiadoras e do reconhecimento do desempenho, o MEG promove o comprometimento e a motivação das pessoas, criando um senso de propósito e pertencimento. Além disso, o modelo enfatiza a importância da cooperação e do trabalho em equipe, incentivando a colaboração entre os diferentes departamentos e áreas da empresa. Ao valorizar o compartilhamento de conhecimento, ideias e experiências, o MEG promove a sinergia e potencializa os resultados coletivos. Dessa forma, o modelo estimula uma cultura de comprometimento, engajamento e cooperação, criando um ambiente propício para o desenvolvimento pessoal e profissional dos colaboradores, além de impulsionar o sucesso e a sustentabilidade da organização como um todo.

Promove e incorpora uma cultura de excelência

O modelo também encoraja as organizações a buscar constantemente a melhoria contínua, a inovação e a busca pela excelência em todas as suas atividades e processos. O modelo estabelece padrões elevados de desempenho e qualidade, incentivando a organização a superar suas próprias conquistas e a alcançar níveis cada vez mais altos de excelência. Além disso, o MEG valoriza a busca pela satisfação das partes interessadas, não apenas atendendo às suas expectativas, mas também buscando excedê-las. Isso cria uma mentalidade de superação e de busca pela perfeição em todas as áreas da organização. A cultura de excelência promovida pelo MEG também se reflete na valorização das boas práticas de gestão, na disseminação do conhecimento e na busca pelo aprendizado organizacional. Por meio do reconhecimento e da celebração dos resultados alcançados, o MEG incentiva a criação de uma cultura de alto desempenho, comprometimento e qualidade em todos os níveis da organização. Essa cultura de excelência se torna parte do DNA da organização, refletindo-se nos seus valores, nas suas atitudes e na forma como ela se relaciona com o mercado e a sociedade.

Padroniza a linguagem e melhora a comunicação entre os gestores

O modelo de gestão estabelece uma linguagem comum e compartilhada no que diz respeito aos conceitos, metodologias e práticas de gestão. Isso facilita a comunicação entre os gestores, proporcionando clareza e entendimento mútuo em relação às estratégias, metas e ações da organização. A padronização da linguagem evita ambiguidades e interpretações equivocadas, promovendo a transparência e a eficiência nas trocas de informações. Além disso, o MEG também oferece um conjunto de ferramentas e indicadores que auxiliam na análise e na comunicação dos resultados, tornando a comunicação mais objetiva e embasada em dados concretos. Dessa forma, o MEG contribui para a melhoria da comunicação entre os gestores, fortalecendo a colaboração, o alinhamento e a tomada de decisões estratégicas de forma mais assertiva.

Possibilita um diagnóstico objetivo e a mensuração do nível de maturidade da gestão

Através do MEG, as organizações podem avaliar de forma sistemática e abrangente a qualidade e a eficácia de suas práticas de gestão em relação aos Fundamentos da Excelência. O modelo fornece critérios e indicadores que permitem identificar pontos fortes, oportunidades de melhoria e lacunas na gestão da organização. Isso permite que a empresa tenha uma visão clara do seu desempenho e possa direcionar esforços para aprimorar os aspectos que necessitam de atenção. Além disso, o MEG oferece um referencial de maturidade que permite avaliar o estágio atual da gestão em relação aos melhores padrões e práticas de excelência. Com base nesse diagnóstico, a organização pode estabelecer metas e planos de ação para elevar o nível de maturidade da gestão ao longo do tempo. O MEG, portanto, desempenha um papel fundamental ao fornecer uma estrutura clara e objetiva para avaliar e medir o desempenho e a evolução da gestão da organização.

Enfatiza a integração e o alinhamento dos componentes do sistema

O MEG reconhece que uma gestão eficaz não pode ser alcançada isoladamente por cada área ou departamento da organização, mas sim por meio da integração e do alinhamento de todos os seus componentes. O modelo destaca a importância de estabelecer relações sinérgicas e colaborativas entre as diferentes partes da empresa, promovendo a comunicação fluida, a cooperação e o compartilhamento de informações e conhecimentos. Ao enfatizar a integração, o MEG busca eliminar silos e barreiras organizacionais, fomentando uma abordagem sistêmica em que todas as áreas trabalham em conjunto para alcançar os objetivos comuns da organização. Além disso, o modelo enfatiza o alinhamento dos componentes do sistema, ou seja, garantir que todas as atividades, processos e estratégias estejam em harmonia e sejam direcionadas para os mesmos propósitos e metas. Dessa forma, o MEG fortalece a sinergia entre os diferentes elementos da organização, maximizando a eficiência e o impacto positivo de suas ações. 

FUNDAMENTOS - PRINCÍPIOS BÁSICOS 

PENSAMENTO SISTÊMICO

Todo colaborador deve ter a compreensão de que todas as ações dentro da organização possuem relações de interdependência, tanto internamente quanto entre a organização e o ambiente com o qual ela interage. Essa perspectiva holística é essencial para alcançar os objetivos da empresa e garante que nenhum aspecto das operações diárias seja negligenciado.

APRENDIZADO ORGANIZACIONAL E INOVAÇÃO

Toda empresa, sua força de trabalho e suas redes precisam se envolver em um ciclo contínuo de aprendizado para manter um nível de expertise que lhes permita permanecer competitivas no mercado. Expandir constantemente os conhecimentos e introduzir novas ideias é o caminho a seguir.

LIDERANÇA TRANSFORMADORA

Corresponde às ações dos líderes de maneira ética, inspiradora, exemplar e comprometida com a excelência. Eles devem estar sempre atentos aos cenários e tendências e aos possíveis impactos deles na organização e nas partes interessadas, mobilizando as pessoas em torno dos valores, princípios e objetivos da empresa, preparando líderes e indivíduos. Todos devem trabalhar em prol do mesmo objetivo.

COMPROMISSO COM AS PARTES INTERESSADAS

É importante compreender as necessidades e demandas, assim como as interrelações dessas necessidades e demandas com as estratégias e processos, tanto a curto quanto a longo prazo. Sem isso, a empresa não conseguirá manter o foco em seus objetivos.

ADAPTABILIDADE

Toda empresa precisa ter a capacidade de se adaptar de forma rápida e flexível. Se não tivermos essa agilidade, nossas chances de sucesso serão significativamente reduzidas. Ciclos rápidos de aprendizado e a velocidade com que as inovações baseadas em abordagens ágeis são implementadas são alguns dos aspectos que impulsionam a transformação.

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

Corresponde ao compromisso da organização de assumir a responsabilidade pelos impactos de suas ações e atividades na sociedade e no meio ambiente, bem como contribuir para a melhoria das condições de vida por meio de comportamento ético e transparente.

ORIENTAÇÃO POR PROCESSOS

Este Fundamento enfatiza a importância dos processos, que devem ser gerenciados para alcançar eficiência e eficácia nas atividades, utilizando dados e informações para agregar valor às organizações e partes interessadas.

GERAÇÃO DE VALOR

Todos os esforços serão em vão se, no final, não estiverem voltados para alcançar resultados econômicos, sociais e ambientais, além dos resultados dos processos que os impulsionam, em níveis de excelência que atendam aos requisitos e expectativas de clientes e outras partes interessadas em particular. 

Conclusão

Uma empresa deve adaptar e criar seu próprio modelo de gestão considerando suas necessidades específicas e objetivos estratégicos. Para isso, é importante seguir alguns passos. Primeiramente, a empresa deve analisar seu contexto interno e externo, levando em consideração sua cultura organizacional, estrutura, recursos e o ambiente em que está inserida. Essa análise ajudará a identificar os principais desafios, oportunidades e pontos fortes da organização.

Em seguida, a empresa deve buscar referências e boas práticas de gestão para auxiliar na construção de seu modelo. Essas referências podem fornecer diretrizes e conceitos fundamentais para uma gestão eficaz, como a busca pela excelência, a valorização das partes interessadas e a adoção de uma abordagem sistêmica.

Com base nessas referências, a empresa deve adaptar e personalizar o modelo de gestão de acordo com suas necessidades e realidade. Isso envolve definir os fundamentos, princípios e práticas que melhor se adequam à cultura e aos objetivos da organização. A empresa também deve envolver os colaboradores nesse processo, promovendo a participação e o engajamento de todos os níveis hierárquicos, para garantir a aceitação e a implementação efetiva do modelo de gestão.

Por fim, é fundamental que a empresa esteja aberta à aprendizagem contínua e à melhoria do seu modelo de gestão ao longo do tempo. É importante avaliar periodicamente os resultados alcançados, identificar oportunidades de aprimoramento e ajustar o modelo de acordo com as mudanças internas e externas. A empresa deve incentivar uma cultura de inovação, adaptação e aperfeiçoamento constante, buscando sempre a excelência e a sustentabilidade em sua gestão. 



Os 5 principais indicadores de qualidade fundamentais na sua empresa

Fernando Maquiaveli
Segunda, 07 Agosto 2023

Os-5-principais-indicadores-de-qualidade-fundamentais-na-sua-empresa

Os indicadores de qualidade, também conhecidos como Indicadores-Chave de Desempenho (KPIs), desempenham um papel crucial ao ajudar as empresas a avaliar e melhorar seu desempenho. Essas métricas fornecem insights valiosos sobre vários aspectos das operações e são ferramentas importantes para tomada de decisões baseadas em dados. Vamos aprofundar na importância dos indicadores de qualidade e como eles contribuem para o sucesso das empresas.

A Importância dos Indicadores de Qualidade nas Empresas - Identificação de Lacunas de Desempenho

Um dos principais benefícios dos indicadores de qualidade é sua capacidade de identificar lacunas de desempenho nos processos de uma empresa. Ao medir e analisar métricas-chave, as empresas podem identificar áreas em que podem estar aquém de seus objetivos. Seja ineficiências na produção, problemas no atendimento ao cliente ou defeitos nos produtos, os indicadores de qualidade oferecem dados acionáveis para enfrentar esses desafios.

 Estímulo à Melhoria Contínua

Os indicadores de qualidade são fundamentais para impulsionar iniciativas de melhoria contínua dentro de uma organização. Ao estabelecer benchmarks e acompanhar o progresso ao longo do tempo, as empresas podem avaliar a eficácia de seus esforços de melhoria. Essa abordagem baseada em dados permite que as empresas aperfeiçoem seus processos e operações, resultando em maior eficiência e desempenho geral.

Aumento da Satisfação do Cliente

A satisfação do cliente é um fator crucial para o sucesso de qualquer empresa. Indicadores de qualidade que medem métricas centradas no cliente, como níveis de satisfação do cliente e Net Promoter Score (NPS), fornecem informações valiosas sobre o quão bem a empresa está atendendo às necessidades e expectativas dos clientes. Ao compreender o sentimento dos clientes, as empresas podem adaptar seus produtos, serviços e processos para melhor atender ao seu público-alvo. 

 Suporte à Tomada de Decisões

No cenário empresarial competitivo de hoje, a tomada de decisões baseada em dados é fundamental. Os indicadores de qualidade servem como fonte confiável de dados para gestores e executivos tomarem decisões informadas. Seja avaliando a viabilidade de um novo projeto, otimizando a alocação de recursos ou identificando tendências de mercado, os KPIs fornecem os dados necessários para escolhas bem fundamentadas. 

 Alinhamento com os Objetivos Empresariais

Os indicadores de qualidade são uma ligação vital entre os objetivos estratégicos de uma organização e as operações do dia a dia. Ao selecionar KPIs alinhados com os objetivos empresariais, as empresas podem garantir que cada departamento e equipe trabalhem em direção aos mesmos objetivos. Esse alinhamento promove uma abordagem coesa e focada em toda a organização, resultando em um desempenho aprimorado e melhores resultados. 

 Benchmarking e Análise da Concorrência

Outra aplicação crucial dos indicadores de qualidade é o benchmarking e a análise da concorrência. Ao comparar as métricas de desempenho com os padrões do setor e os concorrentes, as empresas podem obter insights valiosos sobre sua posição competitiva e identificar áreas para melhorias. O benchmarking permite que as empresas estabeleçam metas realistas e busquem a excelência dentro de sua indústria. 

 Garantia da Sustentabilidade Empresarial

Os indicadores de qualidade desempenham um papel significativo na garantia da sustentabilidade de longo prazo de uma empresa. Ao monitorar métricas essenciais relacionadas à saúde financeira, fidelidade dos clientes, engajamento dos funcionários e eficiência operacional, as empresas podem abordar proativamente desafios e posicionar-se para um crescimento e sucesso contínuos.

Devido à existência de vários indicadores disponíveis, é crucial que a empresa compreenda bem seus processos de produção. Isso é significativo porque a escolha de um indicador é influenciada por fatores internos, como o número de funcionários, o tipo de produto/serviço e o método de fabricação.

Qual é a importância dos Indicadores de Qualidade?

A importância dos KPI´s (Indicadores Chave de Desempenho ou Key Performance Indicators) vai além das operações internas e abrange a percepção que o público tem do negócio. Por exemplo, os KPIs podem ser usados para avaliar a satisfação dos clientes.

Os indicadores de qualidade podem ser ferramentas extremamente úteis para desenvolver políticas de definição de metas. Por exemplo, uma situação comum é quando uma empresa busca melhorar a qualidade de seus produtos/serviços aos clientes ao mesmo tempo em que otimiza a produção sem aumentar os custos. Ela pode usar um indicador de eficiência para determinar se já atingiu esse objetivo ou não.

No entanto, os indicadores de qualidade não se limitam apenas à satisfação dos clientes; eles também são necessários para entender melhor os clientes e implementar estratégias para aprimorar o atendimento. Eles auxiliam na compreensão do grau de satisfação dos consumidores com os produtos e serviços oferecidos, bem como fornecem insights sobre áreas de insatisfação.

Vale ressaltar que esses indicadores não se aplicam somente aos clientes; eles também podem ser utilizados para analisar os funcionários. Os gestores podem determinar o nível de satisfação e a taxa de rotatividade da empresa ao analisar esses números. Além disso, isso permite identificar quantos funcionários estiveram ausentes durante um período específico, o que contribui para uma melhor gestão de pessoas. 

 Quais os 5 principais tipos de indicadores de qualidade para utilizar na sua empresa?

No mundo empresarial, existem diversos indicadores de qualidade. Vamos explorar alguns dos mais importantes:  

 1. Eficiência

A eficiência está relacionada à capacidade de atingir um resultado minimizando os gastos com matérias-primas, mão de obra, recursos financeiros, entre outros. Em outras palavras, a eficiência está ligada a todos os fatores associados à produtividade.

Esse indicador é fundamental no mundo dos negócios para medir todos os elementos responsáveis pelos processos de produção da empresa. Ele aponta se há desperdício de recursos, tempo, trabalho, entre outros.

Ao resolver esses detalhes, a empresa poderá evitar problemas futuros com seus clientes e aumentar suas chances de crescimento seguro e com qualidade. Alguns exemplos de métricas que fazem parte da categoria de indicadores de qualidade de eficiência incluem:

- Horas de trabalho vs. produção;

- Custo vs. processo ou atividade;

- Tempo de utilização dos equipamentos.

2. Efetividade

A efetividade está relacionada a quanto o produto ou serviço contribui para os resultados da empresa. Em outras palavras, mede o impacto da produção nos objetivos do negócio. Portanto, a efetividade pode ser considerada como uma combinação de eficácia e eficiência. Uma empresa com alta efetividade, por exemplo, consegue produzir seus produtos/serviços de forma rápida e com baixo custo, ao mesmo tempo em que oferece qualidade aos seus clientes. Alguns modelos desse indicador incluem:

- Existem menos erros na produção?

- O serviço/produto é útil para o cliente?

- Houve aumento na receita? 

3. Eficácia

A eficácia está diretamente relacionada à capacidade de alcançar o objetivo. Em termos gerais, esse indicador pode determinar se o que a empresa faz e, principalmente, a maneira como produz, está trazendo os resultados desejados. Ao utilizar esse tipo de indicador, a empresa está mais interessada nos resultados do que no quanto foi gasto para alcançá-los. O produto também pode ser outro ponto de foco ao considerar a eficácia. Alguns exemplos incluem:

- Durabilidade dos produtos;

- Confiança na qualidade do produto/serviço;

- Nível de profissionalismo da equipe. 

4. Atendimento ao Cliente

Os clientes têm um grande impacto nesse indicador, e, portanto, o atendimento ao cliente atua em dois aspectos: as relações que os funcionários têm com os clientes e como o produto/serviço impacta suas vidas.

Esse indicador é extremamente importante para uma empresa. Através dele, é possível determinar se os clientes estão satisfeitos ou não com o que a empresa oferece. É fundamental não apenas para medir o sucesso, mas também para entender como mantê-lo. Afinal, isso influencia no suporte pós-venda. Alguns exemplos incluem:

- Nível de satisfação dos clientes;

- Quantidade de reclamações;

- Quantidade de devoluções de produtos;

- Nível de atendimento da empresa. 

5. Segurança

A segurança é uma qualidade fundamental para qualquer negócio. Principalmente, como indicador, ela não se limita apenas à preservação do cliente, ou seja, se o produto/serviço oferecido pode representar algum risco à saúde ou integridade dele. A segurança também pode ser uma métrica utilizada internamente para descobrir se o processo de produção adotado pela empresa coloca em risco a vida dos funcionários.

Por isso, ele é um indicador tão importante quanto o de atendimento ao cliente e deve ser utilizado periodicamente e sempre que houver uma nova estratégia de produção. Entre os modelos estão:

- Verificar as medidas de segurança;

- Verificar se a produção atende às certificações e normas;

- Analisar a quantidade de devoluções e trocas de produtos. 

Considerações finais

Como podemos perceber, os indicadores de qualidade são métricas fundamentais para o sucesso de uma empresa. Primeiro, devido à sua capacidade de monitorar as operações da empresa e, segundo, porque seus resultados ajudam os gestores a entender os pontos positivos e negativos do empreendimento.

Portanto, enfatizamos a importância de selecionar indicadores adequados para seus objetivos a fim de evitar perder tempo em KPIs que não fornecerão as informações necessárias.

Em conclusão, os indicadores de qualidade são ferramentas inestimáveis que ajudam as empresas a navegar nas complexidades do mercado competitivo atual. Ao aproveitar insights baseados em dados e alinhar as operações com os objetivos estratégicos, as empresas podem aprimorar o desempenho, atender às expectativas dos clientes e impulsionar a melhoria contínua. Abraçar uma cultura de tomada de decisões baseada em dados e utilizar indicadores de qualidade capacitará as empresas a prosperar em um cenário empresarial em constante evolução. 


As pessoas não fazem o que você pede, elas fazem o que você mede!

Fernando Maquiaveli
Segunda, 03 Julho 2023

As-pessoas-nao-fazem-o-que-voce-pede-elas-fazem-o-que-voce-mede

Quando se trata de alcançar resultados, muitas vezes nos deparamos com a seguinte realidade: as pessoas não fazem exatamente o que lhes pedimos, mas sim o que medimos. Esse ditado, tão presente no mundo dos negócios, traz consigo uma importante lição sobre a importância da mensuração e do monitoramento de resultados. Neste artigo, exploraremos o significado desse ditado, a importância da definição de metas, as estratégias para medir e influenciar o comportamento, e como superar os desafios da aplicação desses princípios. Acompanhe-nos nessa jornada de descoberta!

O significado do ditado

Em um primeiro olhar, o ditado "As pessoas não fazem o que você pede, elas fazem o que você mede!" pode parecer um tanto intrigante. Contudo, ao aprofundarmos nossa reflexão, percebemos que ele nos alerta para a importância de não apenas solicitar a realização de determinadas tarefas, mas também medir e acompanhar os resultados dessas ações. Pedir algo é apenas o primeiro passo, mas para garantir que esse algo seja efetivamente realizado, é necessário estabelecer métricas claras e mensuráveis. 

A importância da definição de metas

Estabelecer metas é fundamental para direcionar as ações das pessoas e garantir que estejam alinhadas com os objetivos da organização. Metas claras e bem definidas fornecem um senso de propósito e orientam o comportamento dos indivíduos. Quando as metas são comunicadas de maneira eficaz, as pessoas tendem a ter um maior entendimento do que é esperado delas, o que resulta em um desempenho mais consistente e direcionado.

A influência do ambiente organizacional

Embora a definição de metas seja crucial, é importante ressaltar que o ambiente de trabalho desempenha um papel significativo no comportamento das pessoas. Um ambiente favorável ao alcance das metas é aquele que incentiva a colaboração, oferece recursos adequados e reconhece o esforço individual e coletivo. Quando os colaboradores percebem que seu trabalho é valorizado e que possuem as condições necessárias para realizar suas tarefas, há uma maior motivação para atingir os resultados desejados. 

Estratégias para medir e influenciar o comportamento

Medir o comportamento é essencial para compreender se as ações estão realmente alinhadas com as metas estabelecidas. A utilização de indicadores de desempenho é uma estratégia eficaz para mensurar resultados e identificar possíveis desvios. Além disso, a influência comportamental pode ser obtida por meio do uso de incentivos e recompensas. Recompensar o bom desempenho estimula a repetição de comportamentos desejados, enquanto os incentivos motivam as pessoas a se esforçarem para alcançar os resultados esperados. 

A importância da comunicação eficaz

 Uma comunicação clara e eficaz é fundamental para garantir que as metas e expectativas sejam compreendidas por todos. Ao comunicar as metas de maneira transparente e fornecer feedback adequado, é possível alinhar as ações individuais e coletivas. O feedback contínuo também desempenha um papel importante no processo de melhoria do desempenho, permitindo ajustes e correções de rota quando necessário.

Exemplos práticos e estudos de caso

Para ilustrar a importância do ditado "As pessoas não fazem o que você pede, elas fazem o que você mede!" em diferentes setores, vamos apresentar exemplos práticos nas áreas da indústria, serviços e comércio. Esses exemplos demonstram como a mensuração e a influência comportamental podem impactar positivamente o desempenho das organizações.

Indústria:

Um exemplo na indústria pode ser uma empresa de manufatura que estabelece metas de produção mensal. Ao medir a quantidade de produtos fabricados e acompanhar o tempo médio de produção, a empresa pode identificar possíveis gargalos no processo produtivo e tomar medidas corretivas. Além disso, ao compartilhar esses resultados com os colaboradores, a empresa cria um senso de responsabilidade e incentiva a busca pela eficiência. Dessa forma, a medição e a influência comportamental contribuem para o aumento da produtividade e a melhoria contínua dos processos.

Serviços:

No setor de serviços, um exemplo pode ser uma empresa de consultoria que estabelece metas de horas de consultoria por projeto. Ao medir e monitorar o tempo gasto em cada projeto, a empresa pode avaliar a eficiência das equipes e identificar oportunidades de otimização. Além disso, ao reconhecer os consultores que alcançam as metas estabelecidas, a empresa incentiva o comprometimento e a busca pela excelência. A medição e a influência comportamental nesse contexto contribuem para a entrega de serviços de qualidade e a satisfação dos clientes.

Comércio:

No comércio, um exemplo pode ser uma loja de varejo que estabelece metas de vendas mensais. Ao medir as vendas individuais e de equipe, a empresa pode identificar os vendedores de maior desempenho e compartilhar as boas práticas com toda a equipe. Além disso, ao oferecer incentivos, como comissões por venda ou premiações para os melhores vendedores, a empresa estimula a busca por resultados superiores. A medição e a influência comportamental nesse contexto contribuem para o aumento das vendas e a conquista da fidelidade dos clientes.

Esses exemplos demonstram como a medição e a influência comportamental podem ser aplicadas de maneira eficaz em diferentes setores. Ao estabelecer metas claras, medir os resultados, oferecer incentivos e reconhecimento, as organizações podem direcionar o comportamento das pessoas para o alcance dos objetivos estratégicos. Lembre-se de que cada setor possui suas particularidades, mas os princípios de medição e influência comportamental podem ser adaptados e aplicados com sucesso em diversas áreas de atuação. 

Os desafios da aplicação do ditado

Apesar dos benefícios da medição e da influência comportamental, há desafios a serem enfrentados ao aplicar esses princípios. Resistências por parte dos colaboradores, falta de clareza na definição de metas, ausência de um ambiente favorável e dificuldades na obtenção de dados confiáveis são alguns obstáculos comuns. Para superar esses desafios, é necessário investir em comunicação eficaz, estabelecer metas realistas e criar um ambiente que incentive a participação e o desenvolvimento das pessoas. 

Considerações finais

O ditado "As pessoas não fazem o que você pede, elas fazem o que você mede!" nos lembra da importância da mensuração e do monitoramento de resultados no contexto organizacional. Estabelecer metas claras, medir o desempenho, influenciar o comportamento e promover um ambiente favorável são elementos-chave para o alcance dos objetivos. Ao adotar essas práticas, as empresas podem otimizar seu desempenho, motivar seus colaboradores e alcançar resultados consistentes e satisfatórios. 

FAQs (Perguntas Frequentes)

Como posso estabelecer metas eficazes para a minha equipe?

É fundamental que as metas sejam específicas, mensuráveis, alcançáveis, relevantes e temporais (SMART). Além disso, é importante envolver a equipe na definição das metas e garantir que elas estejam alinhadas com os objetivos da organização.

Qual é a melhor maneira de medir o desempenho individual?

A medição do desempenho individual pode ser feita por meio de indicadores quantitativos, como vendas, produtividade ou satisfação do cliente. Também é importante considerar indicadores qualitativos, como habilidades técnicas e comportamentais, para obter uma visão mais completa do desempenho.

Como posso criar um ambiente de trabalho favorável ao alcance das metas?

Um ambiente favorável pode ser criado incentivando a colaboração, fornecendo recursos adequados, reconhecendo o esforço e promovendo uma cultura de feedback construtivo. Além disso, é importante garantir que as metas sejam desafiadoras, mas realistas, para manter a motivação dos colaboradores.

Que tipo de incentivos são mais eficazes para influenciar o comportamento?

Os incentivos podem variar de acordo com as características da equipe e dos objetivos estabelecidos. Podem incluir recompensas financeiras, reconhecimento público, oportunidades de desenvolvimento profissional, entre outros. O importante é que os incentivos sejam valorizados pelos colaboradores e estejam alinhados com suas necessidades e aspirações.

Como lidar com resistências e obstáculos na implementação de estratégias de medição e influência comportamental?

É essencial promover uma comunicação clara e transparente, envolver os colaboradores no processo de definição de metas, oferecer suporte e treinamento adequados, e demonstrar os benefícios da medição e influência comportamental. A liderança desempenha um papel fundamental na superação de resistências, sendo necessário motivar, engajar e fornecer o apoio necessário para que as estratégias sejam implementadas com sucesso.

Conclusão

Neste artigo, exploramos o ditado "As pessoas não fazem o que você pede, elas fazem o que você mede!", destacando a importância da mensuração e do monitoramento de resultados no contexto organizacional. Ao estabelecer metas claras, medir o desempenho, influenciar o comportamento e criar um ambiente favorável, as empresas podem impulsionar seu desempenho e alcançar resultados significativos.

Lembre-se: pedir não é suficiente, é preciso medir!

sexta-feira, 18 de agosto de 2023

Aegea anuncia programas prioritários dos primeiros 100 dias de operação

Publicação: 

Em coletiva de imprensa, foram anunciados os pilares do trabalho para os primeiros 100 dias de operação
Em coletiva de imprensa, foram anunciados os pilares do trabalho para os primeiros 100 dias de operação

A Aegea, nova controladora da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), anunciou nesta terça-feira (11) em coletiva de imprensa os pilares do trabalho para os primeiros 100 dias de operação. O investimento destinado pela empresa ao funcionamento e qualificação da infraestrutura de abastecimento de água e expansão do sistema de esgotamento sanitário é de R$ 1,5 bilhão ao ano, totalizando R$ 15 bi até 2033, prazo estabelecido por lei federal para a universalização dos serviços de saneamento no Brasil. O valor é mais que o dobro do investimento anual máximo da história da Corsan (R$ 643 milhões).

Divididas em três eixos de atuação, as iniciativas contemplam a entrega de um pacote de 356 intervenções, contemplando os 317 municípios atendidos pela Corsan; a ativação do Plano Litoral, com o objetivo de implantar um novo sistema de tratamento e dispersão de esgoto no Litoral Norte; e os primeiros passos do Plano de Resiliência Hídrica, cujo foco são ações de combate à falta d’água e o fim do uso estrutural de caminhão pipa.

O trabalho dedica-se a iniciar uma transformação nos indicadores do serviço de saneamento básico no Estado. O Rio Grande do Sul está bem abaixo da média Brasil (55,8%) em atendimento da população com rede de esgoto: somente 34,1% dos gaúchos têm acesso a esse serviço básico. Na área Corsan, o índice é ainda menor: 19,8%. Além disso, somente 25,3% do esgoto gerado é tratado, metade da média Brasil (51,2%). Já na área Corsan, 84,4% do esgoto coletado é descartado sem tratamento na natureza.

De acordo com Leandro Marin, vice-presidente de Operações do Grupo Aegea, “o principal investimento a ser feito diz respeito aos problemas relacionados à falta de cobertura da rede de esgotamento sanitário, mas também o combate à insegurança hídrica e seus impactos, como a falta d´água, a intermitência do abastecimento e outros problemas crônicos de diversas regiões do Estado”, destaca.



quinta-feira, 17 de agosto de 2023

EXAME Solutions

Publicado em 15 de agosto de 2023 às, 09h00.

CTG Brasil: ESG e crescimento em energias renováveis marcam nova fase da companhia

Empresa acelera o crescimento e se posiciona como protagonista na geração de energia sustentável rumo à transição para um futuro mais limpo


Ações sociais: CTG Brasil construiu, em 2022, um plano de ação de emergência como parte da gestão de segurança de suas barragens  (CTG/Divulgação)

A CTG Brasil, subsidiária da empresa de energia China Three Gorges International e uma das principais geradoras de energia do Brasil, com um portfólio baseado em usinas hidrelétricas, celebra o arrefecimento da crise hídrica que impactou o país por uma década enquanto dá os primeiros passos para se estabelecer também como um dos principais operadores de parques solares e eólicos.

Com uma estratégia de comercialização bem-sucedida e em linha com as práticas ambientais, sociais e de governança (ESG), a empresa está acelerando seu crescimento e se consolidando como protagonista na geração de energia sustentável.

Em 2022, a CTG Brasil registrou crescimento de 10,8% na produção de energia, gerando 23.638,07 GWh. Esse aumento na produção foi impulsionado por uma estratégia comercial eficaz, gestão proativa do portfólio e melhoria da eficiência de controle de gastos, permitindo que a empresa registrasse lucro líquido de R$ 2,3 bilhões, demonstrando sua sólida saúde financeira.

“Seguimos conscientes de nossa responsabilidade, reafirmando o compromisso de gerar energia limpa e renovável, contribuindo para a transição energética e para uma economia de baixo carbono. Continuaremos buscando eficiência em nossas operações e sustentabilidade em nosso negócio, com estratégias inteligentes, inovadoras e que priorizem a vida e o planeta”, explica Zhang Liyi, CEO da CTG Brasil.

Reforçando seu comprometimento com a sustentabilidade e a redução de sua pegada de carbono, a companhia neutralizou 100% de suas emissões diretas de CO2 pelo terceiro ano consecutivo e iniciou a comercialização de Certificados de Energia Renovável para oferecer energia limpa e rastreável aos seus clientes, contribuindo para a descarbonização da cadeia de valor.

A CTG Brasil também está investindo no desenvolvimento de fontes de energia renovável, como projetos de energia solar e eólica. Com a construção do complexo solar Arinos em Minas Gerais e um parque eólico no Nordeste, a empresa diversifica cada vez mais seu portfólio e contribui ativa e positivamente para a transição energética do país.

Silvio Scucuglia, da CTG Brasil: o arrefecimento da crise hídrica e o sucesso da estratégia de comercialização foram fundamentais para os resultados de 2022 (CTG/Divulgação)

“O arrefecimento da crise hídrica e o sucesso de nossa estratégia de comercialização em um cenário climático equilibrado foram fundamentais para os resultados de 2022. Esperamos um desempenho robusto também para os próximos anos”, afirma Silvio Scucuglia, vice-presidente de Finanças e Relações com Investidores da CTG Brasil.

O que faz a CTG Brasil?

A CTG Brasil é uma das líderes em geração de energia limpa no Brasil. Ela opera de maneira sustentável, contribuindo para o crescimento do país e da matriz energética brasileira por meio da geração de energia renovável, inovação e investimentos de longo prazo.

A empresa é parte da estratégia de internacionalização da China Three Gorges Corporation, uma das líderes globais em energia limpa, que construiu e opera a maior usina hidrelétrica do mundo, a Três Gargantas, e tem mais de 109 GW de capacidade instalada em operação ao redor do mundo.

A CTG Brasil tem um compromisso com o futuro, investindo em seus ativos, em novas tecnologias e fontes de energia, ampliando os benefícios de seu negócio e reafirmando seu compromisso com o futuro da sociedade.

Inspiração chinesa

Um dos maiores projetos em andamento da CTG Brasil é a modernização das Usinas Hidrelétricas (UHEs) Ilha Solteira e Jupiá, operadas pela Rio Paraná Energia, e que exigirá um investimento total de R$ 3 bilhões até 2038.

Desde quando foi iniciado, em 2017, nove máquinas já foram reformadas nas duas usinas. O primeiro lote modernizou quatro máquinas; o segundo e atual lote finalizou a reforma de cinco máquinas e entregará uma ainda no primeiro semestre de 2023 e outras duas até o primeiro semestre de 2024.

Considerado o maior programa de modernização em andamento em usina 100% nacional, o projeto vai aumentar a disponibilidade e a confiança das operações e garantir a eficiência do sistema gerador de energia por mais 30 anos.

A CTG Brasil promove um intercâmbio de conhecimento entre as equipes técnicas do Brasil e da China, contribuindo para a modernização do setor hidrelétrico no país.

Outro destaque do projeto foi a entrada em operação do Centro de Operação da Geração (COG) na UHE Ilha Solteira, que unifica e integra o monitoramento operacional em tempo real de todos os ativos hidrelétricos.

Além do total alocado no projeto de modernização, anualmente, cerca de R$ 21 milhões são investidos para manter atualizado todo o parque de ativos, destacando-se, em 2022, os projetos para a troca de transformadores e outros equipamentos das usinas hidrelétricas Rosana, Taquaruçu, Garibaldi e Salto.

“Continuaremos buscando eficiência em nossas operações e sustentabilidade em nosso negócio, com estratégias inteligentes, inovadoras e que priorizem a vida e o planeta” Zhang Liyi, CEO da CTG Brasil

A estratégia de diversificação do portfólio da CTG Brasil, considerando diferentes fontes de energia e localizações geográficas dos ativos, tem como objetivo mitigar os riscos de condições meteorológicas desfavoráveis e incentivar a transição energética para setores da economia ainda dependentes de combustíveis fósseis.

“A otimização do uso dos recursos hídricos é um foco importante da empresa”, diz Scucuglia. Embora o uso primário da água para geração elétrica seja determinado por um órgão central, o executivo ressalta o interesse da empresa em ganhar eficiência na produção e no uso de energia, contribuindo para a sustentabilidade dos reservatórios.

Outro passo importante em direção à sustentabilidade foi dado pela empresa no fim de 2022, ao iniciar a comercialização de Certificados de Energia Renovável (I-RECs). Esses certificados têm um papel crucial na compensação das emissões de gases de efeito estufa (GEE) das empresas.

Dessa forma, a CTG Brasil possibilita a oferta de energia limpa com rastreabilidade para os seus clientes, contribuindo para a descarbonização de sua cadeia de valor. Internamente, os resultados também são satisfatórios.

Segundo o Relatório de Sustentabilidade 2022 e o inventário anual de acordo com as Diretrizes do Programa Brasileiro GHG Protocol, pelo terceiro ano consecutivo, a CTG Brasil neutralizou 100% de suas emissões diretas. Ou seja, as 1.286 toneladas de CO2 equivalentes geradas nos escopos 1 e 2, com ano-base 2021, foram neutralizadas com a adesão da companhia ao projeto REDD+Jari-Amapá.

Com a meta de se tornar neutra em carbono até 2040, Scucuglia, vice-presidente de Finanças e Relações com Investidores da CTG Brasil, acredita que os esforços trarão os resultados desejados. “Embora existam desafios metodológicos relacionados às emissões dos reservatórios, a estratégia da empresa, com base em fontes renováveis de baixa emissão, está alinhada com esse objetivo. A expectativa é não apenas alcançar a neutralidade [em carbono], mas também contribuir positivamente para o sistema como um todo”, diz.

Planos de contingência e monitoramento das barragens

Entre as ações sociais da CTG Brasil para o ano de 2022, destaca-se o trabalho para a construção do plano de ação de emergência e relacionamento com as comunidades.

Uma das iniciativas de grande relevância que representam bem esse olhar cauteloso da companhia é o Plano de Ação de Emergência (PAE). Apesar da probabilidade de uma ruptura ser baixíssima, a CTG Brasil trabalha fortemente na gestão de segurança de suas barragens, atendendo a todos os requisitos legais e técnicos da legislação.

“O PAE faz parte da política nacional de segurança de barragens e proteção de nossos ativos, mas ele tem foco na proteção das pessoas”, afirma Pedro Nunes Pereira, gerente de Engenharia Civil e Segurança de Barragens na CTG Brasil.

Para a elaboração do plano, foi feito um estudo minucioso sobre possíveis cenários de emergência, magnitude, tempo necessário para evacuações e sinalização das rotas, sinalização de alerta sonora e um trabalho técnico para a montagem de uma estrutura focada na prevenção.

“A CTG Brasil trabalha em parceria com o poder público, a defesa civil e ainda conta com a participação fundamental da comunidade. É nosso papel educar as pessoas para que elas entendam a importância do PAE e se engajem”, ressalta Pedro. Em relação ao pessoal interno, a empresa já treinou praticamente todos os funcionários.

A companhia trabalhou fortemente com a comunicação de forma didática em todas as etapas: conhecimento das comunidades das zonas de autossalvamento, cadastramento dessas pessoas, autorizações das defesas civis para instalação de sirenes, ações e campanhas educativas e divulgação sobre todos os passos do projeto de Engenharia Civil e Segurança de Barragens na CTG Brasil.

A divulgação foi feita de forma ampla para atingir toda a população, com apoio de mídias sociais, faixas nas ruas, carros de som, mensagens via SMS e WhatsApp e veículos de imprensa locais.

O projeto teve suas rotas implantadas e está em fase de instalação das 36 torres de sirenes, que deverão ser colocadas em todas as unidades da companhia. Após a conclusão dessa etapa, estão previstos os trabalhos com exercícios simulados.

“Este é o primeiro degrau de uma longa escada e estamos trabalhando de maneira intensa para chegar ao topo. E, mesmo assim, confiantes de que nunca precisemos ativar um PAE”, afirma Pedro.

A CTG Brasil tem implementado ainda diversas iniciativas para modernizar e melhorar o sistema de monitoramento de barragens de seu portfólio de hidrelétricas. O processo de automação está sendo feito inicialmente nas usinas Ilha Solteira, Jupiá e Salto e já permite a coleta de dados em tempo real para os instrumentos que são considerados fundamentais na identificação de eventuais anomalias nas estruturas, totalizando cerca de 20% dos pontos de monitoramento existentes.

Além disso, 228 novos instrumentos foram incorporados ao sistema de monitoramento existente, garantindo maior abrangência e confiabilidade na supervisão de segurança dessas barragens. Esse processo, considerado estratégico pela empresa, terá um investimento de cerca de R$ 26 milhões e abrangerá 11 empreendimentos hidrelétricos da companhia.

Já na dimensão social, destaca-se o Programa de Responsabilidade Social na promoção do desenvolvimento local. Em 2022, mais de 86 mil pessoas em 107 municípios próximos às operações foram beneficiadas. Por meio desse programa, a CTG Brasil realiza ações de geração de renda, cultura, saúde, esportes, além de oferecer atenção especial às crianças e aos idosos.

Nova estrutura de governança

Em 2022, a CTG Brasil adotou um modelo mais robusto de governança, segregando as posições de CEO e Chairman do Conselho Consultivo. Para complementar essa reestruturação, foram criados dois comitês de assessoramento ao conselho de administração: o Comitê de Auditoria, Riscos e Partes Relacionadas e o Comitê de Pessoas e ESG. A empresa também possui uma Diretoria Estatutária e um Comitê Executivo responsáveis pela condução dos negócios.

A CTG Brasil também concluiu o Projeto One, consolidando seus sistemas de gestão em uma solução integrada e ratificando seu compromisso em fortalecer sua governança corporativa, aprimorar sua gestão de riscos e investir em tecnologias e processos para uma gestão mais eficiente e segura.

Empresas de saneamento levantam R$ 9,3 bilhões no mercado para expandir operações

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - As empresas de saneamento Aegea e Iguá levantaram cerca de R$ 9,3 bilhões em emissões de títulos de dívida junto a investidores nas últimas semanas, em busca de recursos para expandir as operações no país.

No dia 9 de agosto, a Aegea Saneamento e Participações informou a conclusão de uma captação de R$ 5,5 bilhões via debêntures. Segundo a empresa, foi a maior oferta incentivada de títulos de infraestrutura já realizada no país.

A emissão da Aegea se deu em duas séries, conduzidas pelas coligadas Águas do Rio 1 SPE e Águas do Rio 4 SPE, nos valores de R$ 3,49 bilhões e R$ 2,05 bilhões, respectivamente.

As debêntures da primeira série vão pagar juros reais (além da inflação) de 6,9% ao ano, e têm prazo de 10 anos e meio, enquanto as debêntures da segunda série terão juros reais de 7,2% ao ano e vencimento de 18 anos e meio anos.

Segundo a empresa de saneamento, a demanda pelas debêntures foi de R$ 9,6 bilhões, aproximadamente 1,74 vezes acima do valor da oferta.

Os títulos foram classificados como "debêntures azuis e sustentáveis", com base no "Framework de Finanças Sustentáveis", elaborado pela Aegea, que tem como base o guia de investimentos com o selo de sustentabilidade do IFC (International Finance Corporation), membro do Banco Mundial.

A Aegea vai utilizar os recursos para o pagamento futuro ou reembolso de gastos, despesas ou dívidas relacionadas aos investimentos para a ampliação e melhorias no sistema de abastecimento de água, bem como para a implantação, ampliação e melhorias do sistema de esgotamento sanitário nos municípios atendidos pela empresa no Rio de Janeiro.

A empresa de saneamento tem sido bastante ativa no mercado em busca de expandir a capilaridade.

No início de julho, a Aegea concluiu a aquisição da Corsan (Companhia Riograndense de Saneamento) pelo valor de R$ 4,1 bilhões. A Corsan tem operação em 317 municípios do Rio Grande do Sul, totalizando uma população de cerca de 6 milhões de pessoas.

Ainda no mês passado, a Aegea também sagrou-se vencedora na licitação pública promovida pela Sanepar (Companhia de Saneamento do Paraná) relativa à concessão para a prestação dos serviços públicos de esgotamento sanitário em 16 municípios paranaenses, abrangendo cerca de 600 mil habitantes.

Com a vitória, a Aegea iniciará suas operações no Paraná, passando a operar em 14 Estados do país e mais de 500 municípios, atendendo aproximadamente 31 milhões de pessoas.

"Esta conquista representa a concretização de mais uma importante etapa do planejamento estratégico da Aegea, que visa o seu crescimento qualificado e a contribuição para o desenvolvimento do saneamento básico no Brasil", disse a empresa em comunicado.

Iguá capta R$ 3,8 bilhões e traz ex-CEO da Corsan para liderar nova fase. Já a Iguá Rio de Janeiro concluiu no final de junho a captação de R$ 3,8 bilhões em debêntures.

Os recursos serão direcionados ao pagamento de compromissos relacionados ao contrato de concessão celebrado com o Estado do Rio de Janeiro no início de 2022 para prestar serviços de saneamento nos municípios fluminenses de Miguel Pereira e Paty do Alferes.

A emissão também se deu em duas séries, de R$ 2 bilhões e R$ 1,8 bilhão. As debêntures da primeira série têm juros reais de 8,2% ao ano e prazo de 20 anos com amortizações em 36 parcelas semestrais e consecutivas a partir de novembro de 2025. Já as debêntures da segunda série têm juros de 7,97% ao ano, mais a inflação, e vencimento em 29 anos, com amortizações em 54 parcelas também a partir de novembro de 2025.

No início do mês, a Iguá informou uma troca no alto escalão, com a saída do CEO, Carlos Brandão, e a substituição pelo executivo Roberto Barbuti.

Segundo a empresa, a chegada do novo CEO "marca o início de uma nova fase, focada no crescimento sustentável e na ampliação da presença da Iguá".

Antes de assumir o comando da Iguá, Barbuti esteve por quatro anos à frente da Corsan, e também passou por empresas do mercado financeiro como Bank of America, Merrill Lynch, Santander, UBS e Safra.

Tanto Iguá como Aegea são apontadas por fontes de mercado como candidatas em potencial para realizarem a abertura de capital (IPO, na sigla em inglês) na Bolsa de Valores no segundo semestre de 2023 ou no início de 2024.

domingo, 6 de agosto de 2023


Zema admite pôr fim a referendo popular para privatizar Cemig e Copasa

O governador alega que a consulta à população, como obrigado pela Constituição Estadual, seria operacionalmente impossível, mas oposição questiona

Por Gabriel Ferreira Borges Publicado em 22 de julho de 2023 | 07h30 - Atualizado em 22 de julho de 2023 | 11h03

Para Zema, o referendo popular seria operacionalmente "impossível" de ser realizado - Foto: Gil Leonardi/Imprensa MG/Arquivo.

Para Zema, o referendo popular seria operacionalmente "impossível" de ser realizado — Foto: Gil Leonardi/Imprensa MG/Arquivo

O governador Romeu Zema (Novo) quer pôr fim à exigência de fazer um referendo para privatizar a Cemig e a Copasa. A informação foi confirmada por Zema a O TEMPO na última quarta-feira (19/7). Como a anuência popular é determinada pela Constituição do Estado, o governo, para acabar com a consulta, terá que encaminhar uma proposta de Emenda à Constituição (PEC) à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

Durante o primeiro mandato, Zema já havia sinalizado a hipótese, mas sequer encaminhou uma PEC à ALMG. Para o governador, o fim da exigência do referendo popular é o primeiro passo para as privatizações. “Ela (a mudança na Constituição) é necessária, porque fazer um referendo é algo impossível operacionalmente. Então, você precisa, primeiro, fazer essa mudança. O primeiro passo para fazer as privatizações é exatamente essa alteração”, defende.

O referendo foi incorporado à Constituição do Estado em 2001 por uma emenda de autoria do então governador Itamar Franco (1999-2002). À época, a PEC, endossada por todos os deputados, nos dois turnos, foi uma resposta ao ex-governador Eduardo Azeredo (1995-1998), que havia vendido 33% das ações ordinárias da Cemig. Até Itamar reverter o acordo na Justiça, os investidores tinham poder de veto, e, consequentemente, influência nos rumos da estatal. 

Encerrada ao fim da última legislatura, a Comissão Extraordinária de Privatizações, cujo relator, a propósito, era o deputado Guilherme da Cunha (Novo), chegou a recomendar à ALMG a aprovação de uma PEC para pôr fim à exigência constitucional do referendo popular. Além de Guilherme, integravam o colegiado os deputados Coronel Sandro (PL), Bruno Engler (PL), Betão (PT) e Duarte Bechir (PSD).

Do bloco de oposição a Zema, o deputado Professor Cleiton (PV) questiona se os pares terão coragem de votar a quebra de um referendo. “Representantes do povo vão retirar um direito do próprio povo? Isso, para mim, é o que mais pesa. O referendo é uma conquista constitucional que concede ao povo mineiro o direito de opinar sobre um assunto”, aponta ele, que ainda lembra que, ao contrário do plebiscito, o referendo é vinculativo, ou seja, caberia à população autorizar ou vetar as privatizações. 

Já o líder do bloco do governo Zema, Cássio Soares (PSD), diz que vai aguardar a PEC ser encaminhada à ALMG para se manifestar. “Vou esperar a proposta. Sendo enviada, aí, sim, depois a gente vai analisar quais são os termos propostos pelo governo (para pôr fim ao referendo popular) e opinar a respeito do projeto. Agora, em cima de hipótese, eu prefiro não me manifestar”, pondera o deputado.

Até agora, sem privatização prioritária

Apesar de admitir os planos de encaminhar a PEC, Zema disse que a proposta de privatização prioritária será definida em conjunto com a ALMG. “A ALMG tem a sua temperatura, que varia muito, e nós não vamos fazer nada imposto”, diz. “O nosso diálogo com o presidente (Tadeu Martins Leite) tem sido muito bom. Nós não somos os donos da verdade, queremos escutar, e, deste diálogo, é que vai sair a proposta, a melhor forma de conduzir esse processo”, completa o governador.  

Até hoje, a única proposta de privatização encaminhada à ALMG é a da Companhia de Desenvolvimento do Estado de Minas Gerais (Codemig) - Projeto de Lei (PL) 1.203/2019. Despachada ainda em 2019, a matéria venceu apenas a Comissão de Constituição e Justiça, em dezembro de 2022, como contrapartida exigida por Zema em um acordo com o então presidente Agostinho Patrus para desobstruir a pauta. Até lá, o texto ficou em banho-maria, e, hoje, está arquivado por força do regimento após o fim da legislatura.

Quando tomou posse como secretário de Governo, Gustavo Valadares já havia desconversado ao ser questionado qual proposta de privatização seria prioritária. "As três são prioritárias", afirmou. "Agora, eu tenho a plena sensibilidade e o governo também de entender que nós não podemos fazer tudo de uma vez. Uma delas caminhará primeiro, mas ainda não definimos qual será", observou, há dez dias, o ex-líder de governo.

Zema quer dinheiro para estradas

Em defesa das privatizações, Zema argumenta que, nos últimos anos, Cemig e Copasa enfrentaram “problemas seríssimos”, especialmente a primeira, que, segundo o governador, até hoje não distribui energia elétrica suficiente para diversas regiões de Minas Gerais. “Só privatizaremos com o compromisso de quem vier a controlar as empresas de levar adiante grandes planos de investimentos, inclusive prevendo a redução da tarifa”, promete.

De acordo com o governador, os recursos frutos das privatizações “não terão outra finalidade” a não ser recuperar as estradas de Minas. “É por onde a produção passa e onde as pessoas vão ter mais segurança e conforto (...). Vale lembrar que as empresas listadas em bolsa, como a Cemig e a Copasa, valorizaram, quase triplicaram de valor no nosso governo. Então, o patrimônio do mineiro foi valorizado”, defende.

Porém, Cleiton questiona o porquê privatizar uma empresa lucrativa como a Cemig, cujo lucro líquido foi de R$ 4,1 bilhões em 2022. “A gente vê com muita preocupação o fato de ter um governo que é extremamente vinculado ao setor empresarial, que financiou a campanha do atual governador, e que a gente sabe que existe movimentações no mercado destes mesmos financiadores com interesse em comprar a Cemig”, alega.

O deputado ainda aponta que as privatizações estão na contramão das reestatizações feitas na Europa e que tanto a Cemig quanto a Copasa têm um viés social. “Há alguns exemplos recentes, como no Rio de Janeiro, onde o saneamento e a distribuição de água foram privatizados. Na Zona Oeste, nenhuma empresa quis comprar o lote, porque ali é uma região extremamente carente e era atendida por uma empresa pública”, exemplifica.


Zema diz que privatização de Cemig e Copasa é ‘solução’: ‘o estado é burocrático’ | Rádio Itatiaia

Zema diz que privatização de Cemig e Copasa é ‘solução’: ‘o estado é burocrático’. Governador afirma que iniciativa privada não enfrenta os obstáculos do poder público; Zema voltou a criticar a Cemig e questionou: 'é isso que faz Minas desenvolver?'

O governador Romeu Zema defendeu a privatização da Cemig e da Copasa nesta quarta-feira (02), em entrevista durante o lançamento das novas escolas do Sesi em Minas Gerais. Segundo ele, a iniciativa privada pode ser a solução para que as estatais mineiras consigam vencer a burocracia.

Durante a entrevista, Zema afirmou que as duas companhias mineiras são “casos semelhantes”. Ele voltou a falar que a energia gerada pela Cemig não é suficiente para o estado e citou o caso de um empreendedor do interior de Minas como exemplo.

“Eu visitei um proprietário rural no Alto Paranaíba e ele me mostrou um gerador a diesel que ele usa para tocar o maquinário. É isso que faz Minas desenvolver?” Na sequência, o governador falou sobre a burocracia do Poder Público e defendeu a privatização de estatais mineiras como “solução”.

“Cemig e Copasa passam por lei de licitações, aí tem construtora que judicializa e a obra fica parada por seis meses. A solução é termos isso na mão de quem não enfrenta obstáculos e tem recursos. O estado não tem recursos, é burocrático, precisa de licitação para tudo.”

Na mesma entrevista, Zema foi questionado em relação às reclamações contra a Copasa que foram expostas em uma série de reportagens especiais da Itatiaia. O aumento nas contas chegou a quase 3.000% em três meses. Saiba mais.

Zema critica a Cemig

Na última terça (1º), o governador criticou a Companhia Energética do Estado de Minas Gerais (Cemig) durante uma cerimônia na sede do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), em Belo Horizonte. Segundo Zema, a energia fornecida pela companhia não é suficiente para o agronegócio.

“A energia que temos hoje é para ligar o chuveiro e a televisão. Se quiser ligar uma bomba, não vai conseguir irrigar a propriedade. Precisa ter energia elétrica”, disse Zema.

Zema comemorou a criação de um canal exclusivo para reclamações a respeito dos serviços da Cemig, mas disse que a companhia enfrenta dificuldades para avançar por conta do sucateamento da empresa.

“Com o tempo, temos sanado esse problema (sobre energia no campo). A Cemig está conduzindo o maior programa de investimentos da história da empresa: mais de R$ 40 bilhões. Mas você não consegue pegar uma estrutura sucateada, em um estado do nosso tamanho, e recuperar em um ou dois anos. É um trabalho que vai levar alguns anos, mas que já foi iniciado.”

Zema comenta reclamações contra Copasa e defende privatizações de estatais mineiras | Rádio Itatiaia

Zema comenta reclamações contra Copasa e defende privatizações de estatais mineiras. Governador afirma que caso da empresa é 'semelhante' com a da Cemig, que foi criticada por Zema; série de reportagens da Itatiaia expõe denúncias de 'cobranças anormais' da Copasa

O governador Romeu Zema comentou as reclamações de clientes contra cobranças anormais da Copasa durante um evento promovido pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) nesta quarta-feira (02). As queixas de vários usuários do abastecimento de água foram denunciadas em uma série de reportagens da Itatiaia.

Após ser questionado sobre as denúncias feitas por clientes da Copasa, que teriam recebido boletos de água com aumento de até 3.000%, Zema confirmou que a Companhia de Saneamento de Minas Gerais é alvo de críticas, assim como a Cemig. A fornecedora de energia já havia sido criticada pelo governador na última terça (1º).

“Cemig e Copasa são casos semelhantes. As duas empresas passam por lei de licitações, o projeto pode ser judicializado por uma construtora e a obra acaba ficando parada por seis meses. A solução é termos isso nas mãos de quem não enfrenta obstáculos e tem recursos, a iniciativa privada.”

Cobranças anormais da Copasa

Em uma série de três reportagens, a Itatiaia divulgou várias reclamações de clientes contra “cobranças anormais” feitas pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). Uma dessas denúncias vem de uma diarista que mora no bairro Palmeiras, na região Oeste de Belo Horizonte. O boleto de água dela passou de R$ 36 para R$ 1.028 em três meses.

Em entrevista à Itatiaia, o gerente de gestão de serviços da Copasa, Ronaldo Lyrio, informou que a companhia criou uma força-tarefa para identificar os problemas relatados por clientes e as denúncias da falta de leituristas.

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