Ao se falar em inovação, vem à cabeça a criação de coisas novas e melhores do que as que já existem. Contudo, não paramos para pensar que é através da inovação que tantos recursos são aprimorados e que tecnologias são descobertas. O famosíssimo exemplo brasileiro que podemos entender como uma pessoa inovadora foi Santos Dumont, que viveu entre 1873 e 1932 e contribuiu, além do avião, com diversas invenções que mudariam o mundo na época. A inovação é a base para diversos avanços, e atualmente no Brasil, é necessário implementar verba na área de tecnologia para que novas descobertas sejam feitas através de pesquisas e criação.
A data
Todo dia 19 de outubro, comemora-se o Dia Nacional da Inovação. A data foi criada por uma iniciativa do Ministério da Ciência e Tecnologia, por meio do Decreto-lei nº 12.193, de 14/01/2010, outorgado pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A finalidade dessa data é fomentar a inovação e o crescimento tecnológico e científico. Mas também surge com a intenção de chamar a atenção da sociedade para a importância das inovações tecnológicas para a indústria de transformação e a geração de emprego qualificado e renda. O Dia Nacional da Inovação é celebrado em 19 de outubro.
Inspiração
Apesar de relativamente recente, o Dia Nacional da Inovação, celebrado em 19 de outubro, inspira-se no passado. A data foi escolhida em homenagem à Santos Dumont, pois foi nesse dia que, pela primeira vez, ele deu a volta na Torre Eiffel, a bordo de seu dirigível nº 6. Esse evento ocorreu em 1901.
Não somente o pai da aviação
Além do epíteto de pai da aviação, com toda a justiça e por sua enorme contribuição para a história, Santos Dumont também contribuiu para o progresso com suas outras invenções, como o relógio de pulso e o hangar com portas de correr. Certamente o Dia Nacional da Inovação (celebrado em 19/10) como homenagem a esse grande inventor é mais que merecido.
Entidades de pesquisa e indústria brasileiras defendem mais investimentos no setor de tecnologia para que o Brasil consiga se colocar em um patamar mais grato no que tange a tecnologia e inovação. No entanto, o momento de crise não ajuda muito, principalmente com os cortes em pesquisa, realizados nos últimos tempos. Em 19/10, Dia Nacional da Inovação, façamos uma reflexão sobre a necessidade de avançarmos.
A contribuição da inovação
A inovação permite avanços em diversos setores, contribuindo para o aprimoramento de diversos processos, da melhoria de sistemas de trabalho, desenvolvimento de soluções para o meio ambiente ou a descoberta de tratamentos para doenças. Por isso nesse Dia Nacional da Inovação (19/10), precisamos debater sobre a importância de investir nesse processo.
Conquistas da inovação
Já pensou na importância das vacinas, no avanço da inteligência artificial para vários usos, (como por exemplo, cirurgias e melhorias na mecânica automotiva), na diversificação de fontes de energia, tendo em vista o esgotamento de recursos? Tudo isso é possível graças aos investimentos em inovação. 19/10 é o Dia Nacional da Inovação – pense nisso!
Se você trabalha na área de pesquisas tecnológicas, em busca de inovação para melhorar a vida das pessoas, sinta-se também parabenizado neste Dia Nacional da Inovação, comemorado em 19/10. É também o seu dia. Obrigado por contribuir para um país melhor.
Índice Global de Inovação
O Índice Global de Inovação (sigla GII em inglês) é um indicador que mede o nível de inovação de cada nação. Reflete a performance de empresas e também a capacidade do governo de fomentar a inovação por meio de políticas públicas. Que no próximo Dia Nacional da Inovação (que é celebrado todo 19/10), possamos comemorar o avanço do Brasil nessa lista.
Na última avaliação, a Suíça se manteve no primeiro lugar do ranking do Índice Global de Inovação. Já a China passou a figurar entre as 20 economias mais inovadoras. O Brasil pode tomar como exemplo o empenho do país asiático, no que tange à escalada no impulso à inovação. Dia 19/10: Dia Nacional da Inovação.
Indicadores
O Índice Global de Inovação faz a classificação com base em 80 indicadores, dentre eles: índices de registro de propriedade intelectual, gastos com educação e criação de aplicativos móveis. Com a falta de investimentos em diversas áreas, principalmente em sua base, o Brasil tem um enorme desafio pela frente, se quiser subir degraus no GII, porque essa escalada significa um país melhor em todos os aspectos. 19/10: Dia Nacional da Inovação.
Governo e empresas
O governo pode investir em inovação por meio de políticas públicas, mas as empresas são parte desse processo. No entanto, um grande impasse para que as empresas invistam parte do próprio governo, seja pela falta de iniciativas, seja pela burocracia no âmbito regulatório. Pensar em soluções para esse problema já é em si uma forma de inovar. Que tal pensarmos nisso no dia 19/10, que é quando comemoramos o Dia Nacional da Inovação?
O índice no Brasil
Os pontos fortes do Brasil na avaliação do Índice de Inovação foram o tamanho do mercado, a sofisticação dos negócios e a absorção do conhecimento. Já os pontos fracos são aqueles que já conhecemos: infraestrutura geral, ambiente político e negócios e educação universitária. É hora de sabermos onde melhorar, para comemorar um Dia Nacional da Inovação (19/10) com uma melhor perspectiva.
Dia Nacional da Inovação é celebrado hoje no Brasil
Processo desempenha papel crucial no crescimento econômico, social e tecnológico
A inovação é um dos principais motores do crescimento econômico e da competitividade das empresas e não se baseia apenas no desenvolvimento de novos produtos. Também oferece novos serviços e melhora os processos. Desempenha ainda um papel fundamental no desenvolvimento de negócios e países, pois impulsiona o crescimento econômico, a competitividade e a melhoria da qualidade de vida.
No Brasil, o governo federal e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) vêm promovendo uma série de ações voltadas a facilitar investimentos, apoiar novas ideias e ajudá-las a sair do papel, visando aproximar o conhecimento gerado na academia às necessidades do mercado. Mas o que é inovação e qual a importância para o desenvolvimento de um negócio e de uma nação?
Inovação é a exploração com sucesso de uma nova ideia, agregando valor a um produto, processo ou modelo de negócio, aumentando sua competitividade. Está associada à mudança e/ou melhoria de algo já existente ou completamente novo.
A inovação é um tema transversal, que está presente em praticamente todas as áreas: agricultura, energia, saúde, educação, cidades e várias outras. A Política Nacional de Inovação, criada pelo Decreto 10.534/2020, busca orientar ações do governo federal para o aumento da produtividade e competitividade das empresas. Além disso, a política criou a Câmara de Inovação, um órgão interministerial para ampliar a coesão de programas de diferentes pastas ligados a startups e o empreendedorismo.
Entre as iniciativas estão o Marco Legal do Empreendedorismo; o programa Centelha, a Política Brasileira de Inovação; e a Estratégia Brasileira de Inteligência Artificial, por exemplo, mas existem várias outras iniciativas inclusive de fomento à inovação nos níveis federal, estadual e municipal.
Ainda há um longo caminho pela frente, mas é importante celebrar as conquistas e a importância do tema culminou com a criação de um dia nacional.
A celebração do Dia Nacional da Inovação tem como base o feito do aeronauta e inventor brasileiro Alberto Santos Dumont. Em 19 de outubro de 1901, Santos Dumont foi declarado vencedor do prêmio Deutsch, após ter participado de uma competição com diversos inventores. A data foi aprovada pelo Congresso Nacional em 2009 e foi sancionada pela Lei 12.193, em 14 de janeiro de 2010.
Algumas das principais razões pelas quais a inovação é tão importante:
Crescimento econômico: A inovação é um motor crucial do crescimento econômico. Empresas que inovam são mais propensas a expandir, criar empregos e aumentar sua lucratividade. Da mesma forma, nações que promovem um ambiente de inovação atraem investimentos e prosperam economicamente.
Competitividade: Em um mercado global cada vez mais competitivo, as empresas precisam inovar para se manterem relevantes. A inovação ajuda a diferenciar produtos e serviços, atraindo clientes e expandindo a base de consumidores.
Eficiência: Inovações podem tornar os processos mais eficientes, resultando em economias de custo significativas e na melhoria da produtividade.
Criação de empregos: Setores baseados em inovação frequentemente geram oportunidades de emprego de alta qualidade, especialmente em áreas de tecnologia e pesquisa. Isso contribui para o desenvolvimento de competências e a redução do desemprego.
Desenvolvimento de tecnologia: A inovação impulsiona o desenvolvimento de novas tecnologias, que podem ter aplicações em uma variedade de setores, podendo ser exportadas e gerar receita para o País.
Melhoria da qualidade de vida: A inovação pode resultar em produtos e serviços que melhoram a qualidade de vida das pessoas. Isso pode incluir avanços na área da saúde, transporte, educação e muito mais.
Sustentabilidade: A inovação desempenha um papel fundamental na busca por soluções sustentáveis, incluindo o desenvolvimento de tecnologias verdes, práticas de produção mais limpas e a promoção de um uso mais eficiente dos recursos naturais.
Desenvolvimento de capital humano: A busca por inovação exige uma força de trabalho qualificada e educada. Como resultado, a inovação contribui para o desenvolvimento do capital humano, melhorando a educação e as habilidades da população.
Atração de investimentos: Países que são reconhecidos por seu ambiente inovador são mais propensos a atrair investimentos estrangeiros diretos. Isso pode levar a uma maior capacidade de financiamento para o crescimento econômico.
Resiliência econômica: A inovação pode ajudar as empresas e os países a se adaptarem a mudanças nas condições econômicas, como crises financeiras e pandemias.
Em resumo, a inovação é um motor vital para o desenvolvimento de negócios e países, impulsionando o crescimento econômico, a competitividade e a melhoria da qualidade de vida.
Portanto, incentivar um ambiente de inovação é fundamental para o progresso sustentável em todos os níveis.
É neste contexto que o DIÁRIO DO COMÉRCIO apresenta hoje a página “Inovação”, com periodicidade mensal, produzida por mim, Janayna Bhering, engenheira com mestrado em Ciência e Tecnologia, especialista em estatística aplicada a processos (Six Sigma Black Belt) e gestão da inovação, com periodicidade mensal. A proposta da página é informar e inspirar os leitores sobre as últimas inovações nos setores de negócios e tecnologia.
Além disso, desmistificar conceitos e demonstrar que inovação pode também impactar a vida de toda a sociedade.
Para o pequeno, médio e grande empresário espera-se criar uma trilha de conteúdo e conhecimento no tema inovação.
Apreciem sem moderação.
De Minas para o mundo, celeiro de oportunidades
Minas Gerais desempenha um papel significativo no desenvolvimento de inovações para o Brasil por meio de uma série de fatores e recursos que promovem a pesquisa, o desenvolvimento tecnológico, a geração de capital intelectual e mão de obra qualificada e a inovação.
Alguns dos principais elementos que contribuem para o papel do estado nesse contexto:
Instituições de ensino superior: Minas Gerais abriga mais de 300 instituições de ensino superior. Essas instituições desempenham um papel crucial na pesquisa científica e tecnológica, produzindo conhecimento que pode ser aplicado em inovações.
Centros de pesquisa: Além das universidades, o Estado abriga vários centros de pesquisa e instituições dedicadas à inovação, como o Centro de Desenvolvimento de Tecnologia Nuclear (CDTN) e o Centro de Pesquisas René Rachou (CPqRR) e o Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel), que trabalham em diversas áreas, desde energia nuclear até saúde.
Parques tecnológicos: Minas Gerais tem parques tecnológicos, como o Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-Tec) e o Parque Tecnológico de Viçosa (Tecnoparq), que fornecem espaço e suporte para empresas de tecnologia, startups e centros de pesquisa. Esses locais promovem a colaboração e o desenvolvimento de soluções inovadoras.
Incentivos à inovação: O governo de Minas Gerais e instituições regionais como Fapemig e BDMG fornecem incentivos financeiros e fiscais para empresas e projetos de pesquisa e desenvolvimento. Esses incentivos ajudam a atrair investimentos e fomentam a inovação.
Setores estratégicos: O Estado possui indústrias e setores estratégicos, como o de mineração, siderurgia e energia, que demandam inovação para aumentar a eficiência, reduzir impactos ambientais e manter a competitividade.
Ecossistema de startups: Minas Gerais tem um crescente ecossistema de startups, com incubadoras, aceleradoras e eventos que promovem o empreendedorismo e a inovação.
Redes de colaboração: Parcerias entre universidades, empresas e órgãos governamentais promovem a colaboração e o compartilhamento de conhecimento, impulsionando a inovação.
Em suma, Minas Gerais desempenha um papel importante no desenvolvimento de inovações para o Brasil, pois oferece uma infraestrutura sólida para pesquisa, desenvolvimento e empreendedorismo, bem como recursos humanos qualificados e um ambiente propício à inovação. A interação entre instituições de ensino, setores estratégicos e a comunidade de startups contribui para a criação e implementação de soluções inovadoras que podem beneficiar o Estado e o País como um todo.
Ano contra ano, Rio Innovation Week cresce R$ 2 bi em potencial de geração de negócios
O mês da inovação abriu com o Rio Innovation Week (RIW), evento brasileiro que vem crescendo e se destacando na América Latina, um movimento que acontece na cidade que é cartão postal do País pro mundo, atraindo empresas e instituições públicas e privadas na busca por posicionamento e antecipação de tendências na corrida tecnológica e da inovação.
O crescimento do RIW impressiona quando se compara o primeiro com o mais recente, totalizando três edições. A edição de 2023, realizada entre os dias 3 a 6 de outubro, no Pier Mauá, ocupou cinco armazéns, possibilitando dobrar as conferências simultâneas para 30, trazendo cerca de 2.000 palestrantes convidados entre pesquisadores e personalidades como Xuxa, Anitta e empreendedores como Marc Randolph, cofundador do serviço de streaming, Netflix.
O espaço de 50 mil metros quadrados abrigou 350 instituições expositoras, incluindo os estudantes com apresentação de projetos das universidades federais e de escolas do ensino médio profissionalizante. Ainda dobrou para 2.000 o número de startups e uma circulação de 130 mil pessoas durante o evento. As negociações estimam potencial de R$ 2,3 bilhões conforme divulgado pela Beincrypto.
A Inteligência Artificial saiu do “o que” para o “como”
Com novas tecnologias, novos riscos. Se no último ano os eventos de inovação de grande porte dedicaram-se às descobertas e estudos de aplicações do metaverso e web 3.0, como tecnologias digitais emergentes em segmentos diversos, muito vemos mudar com a chegada do Chat GPT. Um diferencial notório está na organização dos painéis. Na edição 2023 do RIW, por exemplo, independentemente do painel escolhido, impossível citar um que não tratou da IA generativa. Saímos do “o que é” para cases de “como fazemos”.
Desde o dia 30 de novembro de 2022, o serviço gratuito criado pela Open.IA, empresa com sede em São Francisco, nos Estados Unidos, caiu no gosto de quem precisava de informações e produções em texto e imagem de qualidade e criativas. Também, levou poucas semanas para que as empresas rapidamente entendessem o potencial e o risco de uso. Ao invés de alimentar o banco de dados vizinho, as empresas ensaiaram regras para o uso corporativo do sistema e muitas trataram de organizar projetos, junto aos profissionais de desenvolvimento corporativo, visando criar uma IA generativa para chamar de sua. Afinal, quem não quer uma gestão das trocas e comunicações para uma maior efetividade, produtividade e gestão do conhecimento internos de uma cia?
Grandes inovações, grandes responsabilidades
Ampliando da inteligência artificial generativa para as várias aplicabilidades da IA, um dos setores que se destaca como grande impacto e trazido inclusive em um setor específico chamado Lawtechs no RIW, é o jurídico. A discussão sobre riscos éticos e regulatórios pautam novos paradigmas que vamos perceber nos eventos que virão. Afinal entre a inteligência artificial e a humana, quem pagará a conta em casos de viés algorítmico, erros de leituras faciais, desinformação, responsabilidade jurídica e personalidade eletrônica, privacidade, plágio e direitos autorais para citar alguns dos dilemas emergentes? Seguiremos acompanhando.
Colaboração na coluna CURTAS: Francis Aquino, profissional de tecnologia, jornalista, profissional de transformação cultural, fala sobre o futuro do trabalho. Tem jornada executiva em grandes empresas. Rede social: @afrancisaquino
Janayna Bhering | Crédito: Arquivo Pessoal
*Janayna Bhering trabalha no ecossistema de inovação há 20 anos, o que permitiu estruturar uma grande rede de conexões e parceiros estratégicos que vão desde governo, agentes financiadores, empresas e ICTs. Atua em esforços públicos e privados para gerar impacto positivo na vida das pessoas por meio da inovação, buscando contribuir para a construção de políticas públicas de Estado. Já captou cerca de R$ 2 bilhões para projetos inovadores, mais de 1.000 startups mentoradas, mais 100 empresas de grande porte atendidas no tema inovação. Alguns exemplos de programas estruturantes em que atua junto ao governo federal são Rota 2030, Plataforma Nacional Da Mobilidade Elétrica. Trabalha como executiva Fundep, Presidente conselho inovação e VP executiva na ACMinas, membro conselho Inovação SAE4MOBILITY. Rede social: @janaynabhering
O papel do professor é fundamental na vida de muitas pessoas. Um
professor pode ser lembrado por toda vida na cabeça de milhares de individuos.
Por conhecimentos passados, por experiências vividas ou pela capacidade de
fazer diferença. O professor tem a capacidade de transformar um aluno
indisciplinado em um estudante brilhante. Desde que consiga cativá-lo e conquistar sua
confiança .
Quem ama ensinar ensina a amar a aprender. Essa frase é uma
variação da citação de Paulo Freire, “Quem ensina aprende ao ensinar. E quem aprende ensina ao aprender”. A frase destaca a
importância do compartilhamento de conhecimento e como isso pode impactar
positivamente a vida de quem aprende. Compartilhar conhecimento é uma das
melhores maneiras de ajudar as pessoas a crescerem e se desenvolverem.
Semear sonhos é facilitar a capacidade de sonhar latente em
muito indivíduos e isso é fundamental para a vida humana. Sonhar é uma forma de
estabelecer metas e objetivos pelos quais trabalhamos até que os sonhos possam
ser realizados.
Infelizmente, muitas pessoas perdem a capacidade de sonhar ao
longo do tempo, seja por causa de experiências traumáticas, falta de motivação
ou outras razões. No entanto, é possível resgatar essa capacidade e voltar a
sonhar. Uma das maneiras de fazer isso é estabelecer metas e objetivos
realistas e alcançáveis, que possam ser realizados com esforço e
dedicação.
Parabéns professores, eternos mestres que fazem de sua vocação a
profissão mais importante da vida que é a de plantar as sementinhas do
conhecimento e do carácter no coração de seus aprendizes, discípulos ou alunos.
“Aprendizes”, “discípulos” e “alunos” são sinônimos que se
referem a pessoas que estão em processo de aprendizagem. “Aprendizes” é um
termo mais comum em contextos profissionais, como em programas de aprendizagem
profissional. “Discípulos” é um termo mais comum em contextos religiosos ou
filosóficos, como em discípulos de Buda ou discípulos de Platão. “Alunos” é um
termo mais comum em contextos educacionais, como em alunos de uma escola ou
universidade.
Existem muitas pessoas que podem ser facilitadoras e fomentar e
fortalecer esse cabedal de conhecimentos e ideias dentro de nós, Mentores,
amigos, familiares e colegas de trabalho também podem desempenhar esse papel. O
importante é encontrar alguém que possa ajudá-los a desenvolver suas ideias e
habilidades, e que possa fornecer feedback construtivo para ajudá-los a crescer
e se desenvolver. Mas sem dúvida será sempre o bom professor que o apoiará
desde a sua primeira infância porque o aprendizado é um processo contínuo e constante
e que sempre haverá espaço para melhorias e aprimoramentos.
A infância é uma fase crucial para o desenvolvimento humano, onde as experiências vividas nos primeiros anos de vida são fundamentais para a formação do adulto que a criança se tornará no futuro. É importante que a criança cresça em um ambiente saudável, cercada de afeto e com liberdade para brincar. O brincar é um fim em si mesmo e é uma das lições mais importantes da vida da criança.
Além disso, a primeira infância, período que vai da concepção até os 6 anos de idade, é considerada uma janela de oportunidades crucial para a saúde, o aprendizado, o desenvolvimento e o bem-estar social e emocional das crianças. A cultura das infâncias diz respeito ao patrimônio material e imaterial das infâncias.
O conjunto de brinquedos, brincadeiras, parlendas, cantigas, cirandas e experiências artísticas que atravessam a história são exemplos dessa cultura. Por mais que sociedades e culturas se modifiquem, e que existam muitos jeitos de ser criança, imersas em diferentes contextos, há um elemento comum que sustenta uma universalidade nas infâncias: o brincar livre.
Quando brincam, as crianças expressam com muita potência quem elas são e percebem no mundo múltiplas possibilidades. Parabéns para a criança dentro de ti. Uma ótima quinta-feira. Feliz Dia da Criança...
sábado, 7 de outubro de 2023
Miguel Fernandes -
Publicado em 3 de outubro de 2023 às, 14h25.
Entre a eficiência e a desigualdade: o avanço da IA no ambiente de trabalho
Cultura de trabalho no Brasil, muitas vezes baseada em relações pessoais e uma abordagem mais humana, pode ser impactada pela automação
A adoção da inteligência artificial no ambiente de trabalho brasileiro traz uma série de questões complexas. O país, marcado por desigualdades sociais e econômicas, enfrenta o desafio de integrar essa tecnologia de forma justa e eficaz.
A IA pode otimizar processos e aumentar a eficiência. Pode também aprofundar disparidades ao tornar obsoletas certas funções, muitas vezes ocupadas por trabalhadores menos qualificados ou por grupos já marginalizados.
Imagem gerada por @inventormiguel usando MidJourney com o prompt: Estátua do Cristo Redentor acordando e transformando-se em um robô gigante futurista
A cultura de trabalho no Brasil, muitas vezes baseada em relações pessoais e uma abordagem mais humana, pode ser impactada pela automação, que ameaça substituir a interação humana em diversos setores.
Como ela impacta as desigualdades sociais, a cultura do "jeitinho", o empreendedorismo e as nossas complexas leis trabalhistas? As empresas brasileiras e o nosso sistema educacional estão preparados para esta transformação?
Como a automação massiva das tarefas operacionais pode ameaçar o trabalho informal e as manifestações culturais brasileiras? É hora de debater de maneira crítica e construtiva esse presente que já bate à nossa porta.
Semana passada debati esses dilemas com o Cesar Taurion. Foi uma conversa reveladora. Ele é sócio da consultoria Redcore, veterano especialista em IA, com mais de 30 anos de carreira. São décadas de experiência prática com tecnologias exponenciais, tendo ocupado posições de liderança em inovação de grandes empresas.
Tivemos a feliz coincidência de nos encontrar por conta do Rio Preto Tech Summit, que vai acontecer nos dias 3 e 4 de outubro em São José do Rio Preto, no complexo Swift. Vai ser a segunda edição do evento que debaterá grandes assuntos voltados para a tecnologia.
O avanço imparável da IA
Taurion contextualizou o estado atual da IA e as razões para sua aceleração nos últimos anos. Na visão dele, vivemos em uma sociedade cada vez mais dependente de tecnologia. As grandes corporações têm interesse em expandir seu poder e alcance por meio do digital.
Isso explica os maciços investimentos em IA e aprendizado de máquina. As empresas querem usar essas tecnologias para maximizar eficiência, reduzir custos e ampliar os lucros. É um movimento impulsionado pelo capital, não necessariamente para beneficiar a sociedade.
Em paralelo, nos últimos dez anos houve saltos técnicos significativos em áreas como redes neurais profundas e modelos de linguagem que tornaram a IA muito mais capaz. Assim, ela está saindo dos bastidores e invadindo todos os domínios.
“Não vamos deter esse avanço. Mas podemos influenciar a direção. O futuro não é determinado", diz Taurion. Cabe a nós moldá-lo para o bem comum.
O jeitinho brasileiro e a IA
No Brasil, o impacto da IA no trabalho é provável que seja particularmente complexo devido a uma série de fatores. Primeiro, existe uma grande desigualdade social e econômica, com grande parte da população trabalhando em empregos de baixa qualificação e mal remunerados. A automação desses empregos pela IA pode aprofundar ainda mais essas desigualdades, à medida que as oportunidades de trabalho para essas pessoas diminuem.
Uma das primeiras áreas a sofrer impacto será o trabalho de escritório e funções administrativas repetitivas. Atividades que não exigem grande capacidade cognitiva tendem a ser automatizadas rapidamente por meio de IA.
Isso trará ganhos de produtividade e redução de custos para as corporações. Por outro lado, esses funcionários menos qualificados, muitas vezes oriundos das classes C e D, podem ficar sem opções de recolocação no mercado.
"Vejo que esse grupo de pessoas, a classe média baixa, vai acabar tendo um impacto muito grande. Será difícil a ascensão para a classe média e eles vão ficar sem muita coisa", alerta Taurion.
Imagem gerada por @inventormiguel usando Leonardo.AI com o prompt: Um robô caminhando na praia de Copacabana no Rio de Janeiro vestindo uma camiseta amarela de futebol brasileiro. Banhistas olham surpresos à medida que ele passa.
Além disso, a cultura de trabalho no Brasil é muitas vezes baseada em relações pessoais e uma abordagem mais humana do trabalho. A introdução da IA e da automação pode desumanizar essas relações, criando um ambiente de trabalho mais impessoal e mecanizado. Isso pode ser particularmente problemático em um país como o Brasil, onde a interação pessoal e o "jeitinho brasileiro" são componentes importantes da cultura de trabalho.
Menos oportunidades para aprendizado
Outro efeito colateral, na visão de Taurion, será a redução de oportunidades para aprendizado em algumas carreiras. Áreas como direito, contabilidade e auditoria dependem muito do aprendizado prático em escritórios.
Com a automatização de funções administrativas, haverá menos espaço para estagiários e profissionais iniciantes absorverem o "know-how" experiente de profissionais seniores. Isso pode levar a uma escassez de profissionais qualificados no futuro.
Fuga de cérebros: risco para startups brasileiras
Taurion também pontua que a ascensão da IA poderá intensificar um problema já existente: a fuga de cérebros, os talentos do Brasil sendo drenados para trabalhar em empresas estrangeiras ou mesmo prestando serviços remotos do Brasil para outros países.
Isso porque as big techs têm condições de oferecer salários em dólares e vistos que permitem experiências de trabalho no exterior. Já as startups brasileiras enfrentam dificuldades para reter esses profissionais de alto nível.
"Temos uma grande dificuldade de nos inserirmos hoje no mercado. As grandes empresas e startups dos países ricos conseguem impor sua regulação e atrair profissionais pelo salário em dólar", destaca. Assim, os talentos brasileiros produzem para empresas de fora do Brasil, em vez de empreender ou construir startups locais de alto impacto.
Repensando leis trabalhistas para a era da IA
Questionei Taurion também sobre como a IA pode afetar a discussão sobre reforma trabalhista no Brasil. Ele avalia que o debate sobre regulamentação e adaptação de leis ao contexto atual está apenas começando.
Enquanto se discute regulação, pouco se fala sobre os desafios concretos para o mercado de trabalho. Será necessário repensar os modelos de contratação, permitindo mais flexibilidade sem cair na precarização excessiva.
Taurion cita o exemplo dos motoristas do Uber, que desejam flexibilidade de horários mas também segurança e benefícios como previdência. Outro ponto é investir pesado em capacitação para os profissionais em risco de obsolescência.
"Não vejo programas muito grandes e não vejo ninguém discutindo isso em profundidade", criticou. "Precisamos resolver esse problema. Está muito claro para mim que teremos um problema."
Preparando as futuras gerações
Esse cenário desafiador exigirá mudanças na educação e no treinamento de novos talentos. Taurion questiona: “o que ensinar para os jovens de hoje, nativos digitais, para que prosperem nesse cenário em 15 ou 20 anos”
Com a educação básica e técnica precária no país, e a universidade inacessível para muitos, que rumo profissional seguirão nossos jovens?
Precisamos estimulá-los a adquirir, desde já, conhecimentos técnicos e soft skills – criatividade, trabalho em equipe, comunicação. Assim, estarão aptos a lidar com as profissões do futuro e menos suscetíveis à automação.
Abraçando a tecnologia com responsabilidade
A despeito desses desafios, Taurion se mostra otimista de que a tecnologia pode trazer benefícios se usada com responsabilidade. Cabe às empresas e à sociedade definir um caminho ético para esse futuro.
"A IA vai permitir, pela flexibilidade, tornar os processos mais inteligentes, não apenas automatizá-los", acredita. "Podemos usar essas ferramentas para que o trabalho das pessoas seja mais criativo e humano."
Em outras palavras, devemos explorar o potencial da IA para elevar o ser humano, não para desumanizar o trabalho.
Moldando o futuro com humanidade
Ao fim de nossa conversa, concluo que os dilemas são complexos, com muitas nuances. Legislação e regulação são peças do quebra-cabeça, mas não vamos resolver tudo na esfera política.
Cabe ao setor privado, academia, terceiro setor e a todos nós cidadãos participar ativamente do debate público e apresentar soluções que coloquem as pessoas no centro.
Vivemos um momento decisivo para o Brasil. Temos talento e criatividade de sobra para moldar o futuro da IA e do trabalho com humanidade. Que esse seja o legado da nossa geração de líderes e empreendedores.
Com foco em público 50+, academia mineira dobra faturamento e lança franquia para expansão nacional
Sustentado no conceito da longevidade com cuidados físicos e mentais, Christian Zamprogna prevê alcançar seu primeiro milhão este ano e traz ao mercado franquias da sua marca Estúdio Fly
Christian Zamprogna, da Estúdio Fly: a população do país está envelhecendo e, independentemente da idade, as pessoas precisam de ajuda especializada (Estúdio Fly/Divulgação)
Christian Zamprogna, da Estúdio Fly: a população do país está envelhecendo e, independentemente da idade, as pessoas precisam de ajuda especializada (Estúdio Fly/Divulgação)
Muitas pessoas de 50+ não se sentem à vontade em academias comuns e precisam de um atendimento cuidadoso e humanizado, que entregue resultados que desejam para assim melhorarem sua saúde física e mental. É com este mantra que o empresário Christian Zamprogna, de 51 anos, vem moldando seu negócio. Mineiro de Belo Horizonte, o empreendedor está à frente do Estúdio Fly, uma academia estúdio de personal trainer com foco em pequenos grupos que oferece programas especialmente para o público acima de 50 anos.
O negócio vem ganhando cada vez mais adeptos e prevê faturar o primeiro R$1 milhão em 2023, crescimento de 100% em relação ao ano anterior.
A boa fase está relacionada a uma série de fatores que estão atreladas à gestão do empresário. Economista, com especialização em treinamento esportivo, ele procura entender cada vez mais o comportamento de seu público. “Desenhamos o negócio com base no conceito da longevidade, com planos e metodologias para quem quer se sentir bem cuidando da saúde física e mental”, afirma.
De onde veio a inspiração o negócio
Zamprogna já chegou a ter uma distribuidora de livros jurídicos, mas a atividade física sempre foi o seu forte, área em que começou como personal trainer, em 1994. Nos anos seguintes, com a alta procura por seus serviços de personal, contratou outros profissionais para ajudá-lo com as aulas. Nos anos 2000, nasce a Fly Training - hoje Estúdio Fly - primeiro estúdio personal com foco na atuação de pequenos grupos.
O negócio tem avançado em ritmo rápido nos anos, acompanhando a maior atenção com saúde e bem-estar. Agora, entra em uma nova fase, com a abertura para o mercado de franquias. O modelo foi estruturado para dialogar com dois perfis de empreendedores:
Quem já atua no ramo e quer ressignificar o negócio;
Profissionais da área de saúde com interesse em abrir um negócio do zero, mas com sustentação, força e baseado no conceito da longevidade;
A franquia terá investimento inicial na ordem de R$360.000 com prazo de retorno estimado em 18 meses. O potencial de faturamento, nos cálculos do empresário, é de cerca de R$120 mil mensais com margem de lucro médio na casa dos 50%.
Escutando o cliente desde sempre
Para se adequar às mudanças necessárias, o empreendedor captou R$150 mil com o maior fundo de impacto social no Brasil, o Estímulo, modelado no conceito de blended finance, união de doações e investimentos de impacto. Com os juros mais baixos, a iniciativa oferece aos pequenos empreendedores soluções como crédito facilitado, capacitação personalizada e rede de conexão.
Na fase mais dura da pandemia, o dinheiro deu aquele fôlego ao empreendedor. E ajudou nas estratégias de fortalecimento da marca e do projeto de franquia, agora saindo do papel para se tornar uma realidade.
Para além dos recursos financeiros, a parceria contribuiu na área de gestão, alinhando a cultura da empresa aos serviços oferecidos e à proposta de bem.
“Eu criei um programa de resultados com foco em qualidade de vida denominado Fly Saúde. E traz uma metodologia de exercícios validada cientificamente com objetivo de proporcionar uma experiência única ao cliente 50+, auxiliando na melhora da qualidade de vida, sem excessos, com atendimento seguro em pequenos grupos”, afirma.
Segundo o empresário, atender as expectativas e anseios dos clientes ajudando na conquista de resultados, terá um oceano azul no mercado fitness brasileiro. “A população do país está envelhecendo e, independentemente da idade, as pessoas precisam de ajuda especializada para concretizar seus “planos de voo” em busca de qualidade de vida”.