
Estresse, Estafa e Fadiga: Entre a Razão e a Alma
Começar uma semana é também revisitar os pesos que carregamos. E entre
tantos, três se confundem facilmente: estresse, estafa e fadiga.
Embora aparentem ser sinônimos, são diferentes rostos de um mesmo desgaste.
O estresse é, em sua essência, uma resposta natural do
corpo a pressões e desafios. Pode ser até adaptativo, ajudando a enfrentar
situações difíceis. Normalmente, tem causa e duração definidas: surge, cumpre
sua função e, quando bem administrado, se dissipa. Mas quando se prolonga,
deixa de ser aliado e se torna corrosivo, minando a vitalidade.
A estafa, ao contrário, já não é reação passageira: é um
colapso. É fruto do estresse contínuo, das pressões acumuladas, do excesso de
trabalho e de informações. Nesse estado, corpo e mente já não encontram
recursos para reagir. A concentração falha, a memória se perde em lapsos, e até
o descanso deixa de ser reparador. É o esgotamento em sua forma mais dura.
A fadiga é o sintoma persistente que atravessa ambos os
estados. Mas, na estafa, ela ganha contornos mais graves: não desaparece com
sono, café ou lazer. É um peso que acompanha os passos, uma sombra que rouba o
vigor e torna a vida mais lenta, mais cinzenta, mais distante de si mesma.
Entrelaçados, esses três conceitos revelam um mesmo alerta: viver no
limite não é sustentável. O estresse, quando não administrado, empurra
para a estafa; e a fadiga, quando ignorada, transforma-se em ferida aberta do
corpo e da alma.
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