segunda-feira, 22 de setembro de 2025

Estresse, Estafa e Fadiga: Entre a Razão e a Alma

Começar uma semana é também revisitar os pesos que carregamos. E entre tantos, três se confundem facilmente: estresse, estafa e fadiga. Embora aparentem ser sinônimos, são diferentes rostos de um mesmo desgaste.

O estresse é, em sua essência, uma resposta natural do corpo a pressões e desafios. Pode ser até adaptativo, ajudando a enfrentar situações difíceis. Normalmente, tem causa e duração definidas: surge, cumpre sua função e, quando bem administrado, se dissipa. Mas quando se prolonga, deixa de ser aliado e se torna corrosivo, minando a vitalidade.

A estafa, ao contrário, já não é reação passageira: é um colapso. É fruto do estresse contínuo, das pressões acumuladas, do excesso de trabalho e de informações. Nesse estado, corpo e mente já não encontram recursos para reagir. A concentração falha, a memória se perde em lapsos, e até o descanso deixa de ser reparador. É o esgotamento em sua forma mais dura.

A fadiga é o sintoma persistente que atravessa ambos os estados. Mas, na estafa, ela ganha contornos mais graves: não desaparece com sono, café ou lazer. É um peso que acompanha os passos, uma sombra que rouba o vigor e torna a vida mais lenta, mais cinzenta, mais distante de si mesma.

Entrelaçados, esses três conceitos revelam um mesmo alerta: viver no limite não é sustentável. O estresse, quando não administrado, empurra para a estafa; e a fadiga, quando ignorada, transforma-se em ferida aberta do corpo e da alma.


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